Trabalho, alegria e confiança no futuro
No domingo, a Quinta da Atalaia encheu-se de militantes e simpatizantes do PCP. E o objectivo não era apenas participar no almoço com o secretário-geral no novo restaurante. Nos espaços das organizações do Partido, eram muitos os construtores da Festa.
A Festa é construída pelo trabalho dedicado de centenas de voluntários.
«Então, menino, como é que isso vai?», perguntou a Jerónimo de Sousa um velho comunista que trabalhava num dos espaços do Pavilhão da Organização Regional de Lisboa. O secretário-geral do PCP, que visitava o terreno da Festa, retribuiu com um sorriso afável e sincero e apertou vigorosamente as mãos do camarada. Logo outro disparou, ironizando: «O ano passado estavas aqui a trabalhar connosco. Agora é só passear.» A risada foi geral e Jerónimo de Sousa cumprimentou prontamente também aquele camarada, conhecido de há muito e com muitas batalhas travadas em comum.
Foi este – mais ou menos aberto, dependendo muito do grau de confiança pessoal entre os camaradas – o espírito que o secretário-geral do PCP encontrou no passado domingo no terreno da Festa do Avante! . Um pouco por todo o terreno, o dirigente comunista falou com todos os construtores, que faziam as mais diferentes tarefas: Montavam estruturas, limpavam o terreno, faziam as medições necessárias, transportavam material, cortavam madeira… Todos eles – centenas e centenas – trabalhadores voluntários, comunistas e não só, vindos de vários pontos do País.
Jovens eram mais que muitos e o secretário-geral escolheu precisamente o local onde começa a ganhar forma a Cidade da Juventude – espaço da JCP na Festa do Avante! , projectado e construído por jovens do primeiro tubo ao último retoque – para fazer as declarações aos jornalistas que acompanharam a visita. E aí saudou todos os que constróem a Festa e destacou o exemplo que este acto constitui, no mundo em que se vive actualmente, que puxa precisamente para o lado oposto dos valores expressos na construção da Festa do Avante! , a militância, a solidariedade e o trabalho voluntário. Jerónimo de Sousa realçou ainda o carácter único da Festa dos comunistas. «Nenhum outro partido era capaz de fazer isto», afirmou.
Jornadas de trabalho e alegria
Cá em cima, junto ao novo restaurante, ultimavam-se os preparativos para o almoço. Limpezas, arrumações, confecção dos pratos. Tudo teria de estar digno, como digno é o novo restaurante, erguido por e para os voluntários da Festa do Avante!. Desde cedo que em torno do restaurante se sentia uma grande agitação.
Com o passar do tempo, era claro que as inscrições para o almoço e a presença de trabalhadores na Festa era muito superior às expectativas, bem como às capacidades físicas do novo restaurante, e houve que improvisar, cá fora, uma esplanada. E logo surgiram voluntários para montar tubos, coser toldos, montar, dispor e lavar mesas e bancos para que ninguém ficasse sem almoçar. E ninguém ficou. Nem sem ouvir a intervenção do secretário-geral do PCP, já que foi instalado um sistema de som para que quem não conseguisse um lugar lá dentro também conseguisse escutar. Ao todo, seriam bem mais de seis centenas de pessoas que ali se reuniram naquele importante momento na vida da Festa dos comunistas. E isso era visível na enorme fila de pessoas que procuravam um lugar na nova construção. Muitos não couberam. Mas ninguém levou a mal.
O novo restaurante, erguido de raiz sobre os escombros do anterior, é um espaço agradável e com condições para se comer e trabalhar. O chão de laje, as paredes internas de azulejo, os exaustores sobre os fogões e fornos. Tudo para receber os construtores da Festa do Avante! com a mesma dignidade com que estes trabalham, no terreno, para construir a cidade que se ergue, anualmente, no primeiro fim-de-semana de Setembro. E estes estavam visivelmente agradados com o resultado final. O almoço foi marcado por um grande entusiasmo militante.
Mais do que a inauguração de um restaurante, foi a emotiva celebração das virtudes e capacidades do trabalho colectivo, voluntário e desinteressado, por algo maior do que todos os que ali estavam – um projecto de sociedade pelo qual vale a pena lutar. No final do almoço, num abraço fraternal, centenas cantaram A Internacional e o Avante, camarada. Os punhos ergueram-se e os olhos molharam-se (sobretudo naqueles mais directamente envolvidos na concepção e construção daquela infra-estrutura).
Depois da refeição e de tantas emoções, o dia de trabalho continuou. Alguns optaram por ficar até mais tarde a conviver, pondo a conversa em dia, contando lutas travadas nas suas terras, rindo, cantando. Porque as jornadas de trabalho são também de confraternização e alegria.
Foi este – mais ou menos aberto, dependendo muito do grau de confiança pessoal entre os camaradas – o espírito que o secretário-geral do PCP encontrou no passado domingo no terreno da Festa do Avante! . Um pouco por todo o terreno, o dirigente comunista falou com todos os construtores, que faziam as mais diferentes tarefas: Montavam estruturas, limpavam o terreno, faziam as medições necessárias, transportavam material, cortavam madeira… Todos eles – centenas e centenas – trabalhadores voluntários, comunistas e não só, vindos de vários pontos do País.
Jovens eram mais que muitos e o secretário-geral escolheu precisamente o local onde começa a ganhar forma a Cidade da Juventude – espaço da JCP na Festa do Avante! , projectado e construído por jovens do primeiro tubo ao último retoque – para fazer as declarações aos jornalistas que acompanharam a visita. E aí saudou todos os que constróem a Festa e destacou o exemplo que este acto constitui, no mundo em que se vive actualmente, que puxa precisamente para o lado oposto dos valores expressos na construção da Festa do Avante! , a militância, a solidariedade e o trabalho voluntário. Jerónimo de Sousa realçou ainda o carácter único da Festa dos comunistas. «Nenhum outro partido era capaz de fazer isto», afirmou.
Jornadas de trabalho e alegria
Cá em cima, junto ao novo restaurante, ultimavam-se os preparativos para o almoço. Limpezas, arrumações, confecção dos pratos. Tudo teria de estar digno, como digno é o novo restaurante, erguido por e para os voluntários da Festa do Avante!. Desde cedo que em torno do restaurante se sentia uma grande agitação.
Com o passar do tempo, era claro que as inscrições para o almoço e a presença de trabalhadores na Festa era muito superior às expectativas, bem como às capacidades físicas do novo restaurante, e houve que improvisar, cá fora, uma esplanada. E logo surgiram voluntários para montar tubos, coser toldos, montar, dispor e lavar mesas e bancos para que ninguém ficasse sem almoçar. E ninguém ficou. Nem sem ouvir a intervenção do secretário-geral do PCP, já que foi instalado um sistema de som para que quem não conseguisse um lugar lá dentro também conseguisse escutar. Ao todo, seriam bem mais de seis centenas de pessoas que ali se reuniram naquele importante momento na vida da Festa dos comunistas. E isso era visível na enorme fila de pessoas que procuravam um lugar na nova construção. Muitos não couberam. Mas ninguém levou a mal.
O novo restaurante, erguido de raiz sobre os escombros do anterior, é um espaço agradável e com condições para se comer e trabalhar. O chão de laje, as paredes internas de azulejo, os exaustores sobre os fogões e fornos. Tudo para receber os construtores da Festa do Avante! com a mesma dignidade com que estes trabalham, no terreno, para construir a cidade que se ergue, anualmente, no primeiro fim-de-semana de Setembro. E estes estavam visivelmente agradados com o resultado final. O almoço foi marcado por um grande entusiasmo militante.
Mais do que a inauguração de um restaurante, foi a emotiva celebração das virtudes e capacidades do trabalho colectivo, voluntário e desinteressado, por algo maior do que todos os que ali estavam – um projecto de sociedade pelo qual vale a pena lutar. No final do almoço, num abraço fraternal, centenas cantaram A Internacional e o Avante, camarada. Os punhos ergueram-se e os olhos molharam-se (sobretudo naqueles mais directamente envolvidos na concepção e construção daquela infra-estrutura).
Depois da refeição e de tantas emoções, o dia de trabalho continuou. Alguns optaram por ficar até mais tarde a conviver, pondo a conversa em dia, contando lutas travadas nas suas terras, rindo, cantando. Porque as jornadas de trabalho são também de confraternização e alegria.