A FESTA DA MILITÂNCIA
«quando dizemos que não há festa como esta estamos a dizer uma verdade incontestável»
Estamos a seis semanas da 29ª Festa do Avante! Durante três dias, uma multidão de homens, mulheres e jovens, comunistas e não comunistas, vindos de todo o País e de vários outros países, farão do recinto da Atalaia um ponto de múltiplos encontros e reencontros, um espaço de convívio amigo, um tempo de fraterna solidariedade. Durante três dias, essa multidão terá à sua disposição uma diversidade de oferta cultural, artística, convivial e política que, em quantidade e qualidade, não encontra paralelo em qualquer outra iniciativa à escala nacional. Presentes, durante os três dias, no amplo cenário da Festa do Avante!, estarão a música, o teatro, as artes plásticas, a literatura, o desporto, a gastronomia, o artesanato, o convívio, a alegria, a fraternidade, a amizade, o debate e a intervenção política, a situação dos trabalhadores, do povo e do País, os grandes problemas da situação internacional – tendo como pano de fundo a comemoração do 60º aniversário da derrota do nazi-fascismo, uma comemoração activa, virada para o futuro, por isso abrindo caminho às batalhas da hora presente, desde a necessária resposta à política de direita até à preparação da intervenção nas eleições autárquicas e presidenciais, sem esquecer a prioridade de todas as prioridades: o reforço orgânico e interventivo do Partido visando o aumento da sua influência social, eleitoral e política.
Todavia, a Festa não se resume, apenas, a esses três dias. Longe disso: começa bem mais cedo e é nesse começo, e em todo o processo da sua construção, que se situam as raízes fundamentais do seu êxito. Começa com a definição, em cada ano, do que deverá ser, de qual o seu conteúdo essencial (na base da análise da situação nacional e internacional), de como e quando deve ser dado o pontapé de saída para a sua construção, da planificação e concretização de todo o complexo processo de construção – e, naturalmente, do seu funcionamento durante os seus três dias de vida. E de todo esse processo emerge, como referência marcante, o trabalho colectivo, de cuja essência, significado, importância e força a Festa é um dos exemplos mais flagrantes. Na verdade, a Festa é uma das mais claras demonstrações de que o colectivo é sempre mais, muito mais, do que a soma de todos os indivíduos; uma das mais exuberantes exemplificações da capacidade criativa do colectivo em movimento; uma das mais concludentes confirmações do papel decisivo de cada um na construção desse colectivo; uma das mais evidentes afirmações do papel determinante e do conteúdo singular e carregado de futuro da militância comunista enquanto consciência revolucionária assumida. E é no conteúdo colectivo e voluntário do trabalho dos construtores da Festa que se situam as raízes do ambiente de fraternidade, de solidariedade, de alegria, de camaradagem que durante três dias invade a Quinta da Atalaia.
Eis os construtores da Festa: os militantes (e também simpatizantes) comunistas, homens, mulheres e jovens que, em jornadas de trabalho voluntário de fim de semana e de fim de tarde ou dando à Festa parte (por vezes parte inteira) das suas férias, integram as brigadas de trabalho que dia a dia vão construindo, desde as infra-estruturas até à mais alta torre - onde há-de ondular ao vento a bandeira comunista - a bela cidade da Quinta da Atalaia, num ambiente de sã camaradagem onde as amizades nascem e crescem e a consciência partidária colectiva se engrandece; ou que, nos centros de trabalho, por todo o País e na emigração, expressam essa mesma consciência militante na preparação laboriosa das presenças das suas organizações nos três dias da Festa; ou que, militantemente, fazem a divulgação da Festa, organizam as excursões de visitantes e procedem à venda antecipada das EP’s; ou que, sempre na base do trabalho voluntário, organizam as equipas de serviço às múltiplas tarefas exigidas para o bom funcionamento da Festa: turnos de serviço às entradas e às bilheteiras, à limpeza, ao fornecimento de géneros, aos cuidados sanitários, à segurança, aos pavilhões centrais, à preparação e funcionamento do posto médico, à organização das iniciativas que dão conteúdo cultural e político à Festa, ao acompanhamento das delegações estrangeiras, enfim, à imensidade de tarefas indispensáveis a realização de uma festa com a dimensão da Festa do Avante!
Quando dizemos que «não há festa como esta», estamos a dizer uma verdade incontestável e incontestada – tanto quanto o é a afirmação feita pelo camarada Jerónimo de Sousa, secretário geral do Partido, aquando da recente inauguração do novo restaurante de apoio aos construtores da Festa, de que nenhum outro partido é capaz de fazer uma festa como esta. Se assim não for, demonstrem-nos o contrário.
Não demonstrarão tal. Mas não descansam nas tentativas de acabar com a Festa do Avante!, tentativas que, recorde-se, começaram na primeira Festa e se têm prolongado, através das mais sórdidas manobras, ao longo das suas vinte e nove edições. A mais recente dessas tentativas chama-se Lei de Financiamento dos Partidos. Trata-se de uma lei que, de braço dado com a Lei dos Partidos, com esta constitui um exemplo claro de como as forças partidárias do sistema fazem do anticomunismo a sua principal causa, a ponto de não hesitarem em, abusando da maioria de que dispõem no Parlamento, imporem a aprovação destas leis de carácter fascizante – assim confirmando que, como a história mostra, o anticomunismo é sempre antidemocrático.
Mas a Festa do Avante! vencerá. Porque é a Festa da militância consciente e, por isso, é festa do futuro.
Todavia, a Festa não se resume, apenas, a esses três dias. Longe disso: começa bem mais cedo e é nesse começo, e em todo o processo da sua construção, que se situam as raízes fundamentais do seu êxito. Começa com a definição, em cada ano, do que deverá ser, de qual o seu conteúdo essencial (na base da análise da situação nacional e internacional), de como e quando deve ser dado o pontapé de saída para a sua construção, da planificação e concretização de todo o complexo processo de construção – e, naturalmente, do seu funcionamento durante os seus três dias de vida. E de todo esse processo emerge, como referência marcante, o trabalho colectivo, de cuja essência, significado, importância e força a Festa é um dos exemplos mais flagrantes. Na verdade, a Festa é uma das mais claras demonstrações de que o colectivo é sempre mais, muito mais, do que a soma de todos os indivíduos; uma das mais exuberantes exemplificações da capacidade criativa do colectivo em movimento; uma das mais concludentes confirmações do papel decisivo de cada um na construção desse colectivo; uma das mais evidentes afirmações do papel determinante e do conteúdo singular e carregado de futuro da militância comunista enquanto consciência revolucionária assumida. E é no conteúdo colectivo e voluntário do trabalho dos construtores da Festa que se situam as raízes do ambiente de fraternidade, de solidariedade, de alegria, de camaradagem que durante três dias invade a Quinta da Atalaia.
Eis os construtores da Festa: os militantes (e também simpatizantes) comunistas, homens, mulheres e jovens que, em jornadas de trabalho voluntário de fim de semana e de fim de tarde ou dando à Festa parte (por vezes parte inteira) das suas férias, integram as brigadas de trabalho que dia a dia vão construindo, desde as infra-estruturas até à mais alta torre - onde há-de ondular ao vento a bandeira comunista - a bela cidade da Quinta da Atalaia, num ambiente de sã camaradagem onde as amizades nascem e crescem e a consciência partidária colectiva se engrandece; ou que, nos centros de trabalho, por todo o País e na emigração, expressam essa mesma consciência militante na preparação laboriosa das presenças das suas organizações nos três dias da Festa; ou que, militantemente, fazem a divulgação da Festa, organizam as excursões de visitantes e procedem à venda antecipada das EP’s; ou que, sempre na base do trabalho voluntário, organizam as equipas de serviço às múltiplas tarefas exigidas para o bom funcionamento da Festa: turnos de serviço às entradas e às bilheteiras, à limpeza, ao fornecimento de géneros, aos cuidados sanitários, à segurança, aos pavilhões centrais, à preparação e funcionamento do posto médico, à organização das iniciativas que dão conteúdo cultural e político à Festa, ao acompanhamento das delegações estrangeiras, enfim, à imensidade de tarefas indispensáveis a realização de uma festa com a dimensão da Festa do Avante!
Quando dizemos que «não há festa como esta», estamos a dizer uma verdade incontestável e incontestada – tanto quanto o é a afirmação feita pelo camarada Jerónimo de Sousa, secretário geral do Partido, aquando da recente inauguração do novo restaurante de apoio aos construtores da Festa, de que nenhum outro partido é capaz de fazer uma festa como esta. Se assim não for, demonstrem-nos o contrário.
Não demonstrarão tal. Mas não descansam nas tentativas de acabar com a Festa do Avante!, tentativas que, recorde-se, começaram na primeira Festa e se têm prolongado, através das mais sórdidas manobras, ao longo das suas vinte e nove edições. A mais recente dessas tentativas chama-se Lei de Financiamento dos Partidos. Trata-se de uma lei que, de braço dado com a Lei dos Partidos, com esta constitui um exemplo claro de como as forças partidárias do sistema fazem do anticomunismo a sua principal causa, a ponto de não hesitarem em, abusando da maioria de que dispõem no Parlamento, imporem a aprovação destas leis de carácter fascizante – assim confirmando que, como a história mostra, o anticomunismo é sempre antidemocrático.
Mas a Festa do Avante! vencerá. Porque é a Festa da militância consciente e, por isso, é festa do futuro.