Lutar e propor
Intervir nas batalhas e reforçar o Partido não é uma contradição
Apesar de o Governo tardar em mostrar a cara – estará agendado para hoje, portanto com demora de meses, o avançar, na Assembleia da República, com medidas que já se esperam gravosas para os trabalhadores, os reformados, os jovens e as mulheres –, os comunistas não aguardam que tudo se venha a desvendar para «ripostar» com propostas alternativas ou medidas concretas, nem se resumem a comentários avulsos sobre uma governação até hoje marcada pela tibieza e pelo silêncio.
Alguns números, porém, de tão badalados na campanha de mentalização que vem preparando os portugueses para as gravidades de hoje, não deixam margem para duvidar – os «sacrifícios», sempre para os mesmos, já estão na calha, falta anunciá-los. É o caso do tal «défice», que se vê quase a atingir os 7 por cento; é o caso do desemprego, que já atinge cerca de meio milhão. Que propõe o Governo para melhorar Portugal?
Sem ficar à espera, e enquanto criticam a «pedagogia do sacrifício» e apontam a responsabilidade da situação aos sucessivos governos que têm, ao longo de quase trinta anos, insistido na política de direita, dividindo alternadamente o poder entre si, os comunistas não ficam de braços cruzados e não metem na gaveta os seus compromissos eleitorais. Na própria Assembleia da República têm sido numerosas as propostas do PCP, no sentido de dar andamento a tais compromissos que, sabem os comunistas, correspondem às necessidades e aspirações populares.
As jornadas parlamentares realizadas no final da passada semana em Santiago do Cacém, com a participação do Secretário-geral do Partido, são um bom exemplo da atitude comunista perante a situação política e social que hoje se vive no País. Optando, como sempre, por não se quedar no balanço do trabalho já realizado – e é muito e é bom – os deputados do PCP avançam já com um alargado conjunto de propostas e de iniciativas em áreas variadas, de que se destaca a saúde, o desenvolvimento regional, a gestão dos fundos comunitários de apoio.
Propondo a revogação das taxas moderadoras, a correcção do sistema dos preços de referência nos medicamentos, a revogação do modelo de gestão das unidades de saúde, acabando de vez com os chamados hospitais SA, o grupo parlamentar do PCP vai assim pôr o dedo na ferida de quem ganha com a saúde precária dos portugueses, e é de esperar que tais propostas não venham a encontrar acolhimento junto dos demagogos que, uma vez no poder, esquecem promessas e compromissos.
Colocando na ordem do dia a questão da regionalização, avançando com propostas concretas de criação de Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, e propondo a transferência para os municípios de competências na área do ordenamento territorial, o PCP coloca os partidos que se afirmam de esquerda face às suas responsabilidades.
Mas a política, para os comunistas, não se confina à mais alta instituição do Estado, a Assembleia da República, como muito gostariam os que pretendem descaracterizar o PCP e torná-lo um partido desligado das massas e dos problemas vividos pelos trabalhadores e pelas populações. Ainda na área institucional, a semana que passou se apresentou carregada, com o alargado movimento partidário que, em todo o País, promove a apresentação de listas da CDU a câmaras e assembleias municipais. Não se trata de actos formais, cozinhados em gabinetes e divulgados à imprensa. Cada uma das iniciativas tem por detrás um intenso trabalho democrático de auscultação de militantes e de amigos, conta com a opinião das populações em relação ao trabalho desenvolvido, com o contacto directo com os eleitores, com a auscultação dos problemas a resolver que vão enriquecer depois os programas em que se empenham equipas de camaradas, de aliados e de independentes, com vista a pôr em prática, de novo ou pela primeira vez, a honestidade, o trabalho e a competência, que são o lema provado da CDU.
O envolvimento do Partido numa diversidade de tarefas e de frentes de trabalho não é um facto novo e conta hoje com as redobradas forças que lhe vêm da realização do XVII Congresso, das resoluções ali aprovadas e da direcção por ele eleita. Conta ainda com o estímulo que os resultados positivos alcançados pela CDU nas eleições legislativas trouxeram ao ânimo dos militantes e das organizações, conscientes de que só esse trabalho, reforçado e amplificado em diversos planos – social, político, cultural – foi capaz de ser determinante na derrota da direita e será determinante na derrota necessária da política de direita.
Intervindo na batalha – mais outra! – que se prepara contra a adopção de uma constituição europeia que vem roubar mais soberania a Portugal e subjugar o País aos ditames dos maiores da União Europeia, o PCP não descura todas as outras. De esclarecimento e de mobilização. De afirmação e de reforço na luta por um futuro mais justo. A nossa edição de hoje, dedicada especialmente à luta pelo Não à constituição europeia, articulada que é com o esforço das organizações partidárias para uma maior divulgação do nosso jornal, é exemplo de que o esforço colectivo é integrado, isto é, todas as actividades dos comunistas devem ser encaradas de modo a valorizar cada uma delas e a fazê-las convergir todas para um objectivo principal, que é, nesta fase, derrotar a política de direita, defendendo as conquistas históricas do nosso povo.
Nenhuma das tarefas – e são muitas, todas elas exigindo mais militância e empenhamento dos camaradas – é contraditória com outra. Por isso, reforçar o Partido, levando avante as decisões sobre questões organizativas e dando novo alento à fase final da campanha de contactos com os militantes, distribuindo criteriosamente e com audácia responsabilidades e tarefas, promovendo e divulgando a imprensa partidária, são objectivos que se enquadram nas exigentes actividades de todo o colectivo. Onde também cabe a festa, como a que se realizou em Beja. Como a que vai realizar-se na Atalaia nos dias 2, 3 e 4 de Setembro, na Atalaia. A Festa do Avante!
Alguns números, porém, de tão badalados na campanha de mentalização que vem preparando os portugueses para as gravidades de hoje, não deixam margem para duvidar – os «sacrifícios», sempre para os mesmos, já estão na calha, falta anunciá-los. É o caso do tal «défice», que se vê quase a atingir os 7 por cento; é o caso do desemprego, que já atinge cerca de meio milhão. Que propõe o Governo para melhorar Portugal?
Sem ficar à espera, e enquanto criticam a «pedagogia do sacrifício» e apontam a responsabilidade da situação aos sucessivos governos que têm, ao longo de quase trinta anos, insistido na política de direita, dividindo alternadamente o poder entre si, os comunistas não ficam de braços cruzados e não metem na gaveta os seus compromissos eleitorais. Na própria Assembleia da República têm sido numerosas as propostas do PCP, no sentido de dar andamento a tais compromissos que, sabem os comunistas, correspondem às necessidades e aspirações populares.
As jornadas parlamentares realizadas no final da passada semana em Santiago do Cacém, com a participação do Secretário-geral do Partido, são um bom exemplo da atitude comunista perante a situação política e social que hoje se vive no País. Optando, como sempre, por não se quedar no balanço do trabalho já realizado – e é muito e é bom – os deputados do PCP avançam já com um alargado conjunto de propostas e de iniciativas em áreas variadas, de que se destaca a saúde, o desenvolvimento regional, a gestão dos fundos comunitários de apoio.
Propondo a revogação das taxas moderadoras, a correcção do sistema dos preços de referência nos medicamentos, a revogação do modelo de gestão das unidades de saúde, acabando de vez com os chamados hospitais SA, o grupo parlamentar do PCP vai assim pôr o dedo na ferida de quem ganha com a saúde precária dos portugueses, e é de esperar que tais propostas não venham a encontrar acolhimento junto dos demagogos que, uma vez no poder, esquecem promessas e compromissos.
Colocando na ordem do dia a questão da regionalização, avançando com propostas concretas de criação de Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, e propondo a transferência para os municípios de competências na área do ordenamento territorial, o PCP coloca os partidos que se afirmam de esquerda face às suas responsabilidades.
Mas a política, para os comunistas, não se confina à mais alta instituição do Estado, a Assembleia da República, como muito gostariam os que pretendem descaracterizar o PCP e torná-lo um partido desligado das massas e dos problemas vividos pelos trabalhadores e pelas populações. Ainda na área institucional, a semana que passou se apresentou carregada, com o alargado movimento partidário que, em todo o País, promove a apresentação de listas da CDU a câmaras e assembleias municipais. Não se trata de actos formais, cozinhados em gabinetes e divulgados à imprensa. Cada uma das iniciativas tem por detrás um intenso trabalho democrático de auscultação de militantes e de amigos, conta com a opinião das populações em relação ao trabalho desenvolvido, com o contacto directo com os eleitores, com a auscultação dos problemas a resolver que vão enriquecer depois os programas em que se empenham equipas de camaradas, de aliados e de independentes, com vista a pôr em prática, de novo ou pela primeira vez, a honestidade, o trabalho e a competência, que são o lema provado da CDU.
O envolvimento do Partido numa diversidade de tarefas e de frentes de trabalho não é um facto novo e conta hoje com as redobradas forças que lhe vêm da realização do XVII Congresso, das resoluções ali aprovadas e da direcção por ele eleita. Conta ainda com o estímulo que os resultados positivos alcançados pela CDU nas eleições legislativas trouxeram ao ânimo dos militantes e das organizações, conscientes de que só esse trabalho, reforçado e amplificado em diversos planos – social, político, cultural – foi capaz de ser determinante na derrota da direita e será determinante na derrota necessária da política de direita.
Intervindo na batalha – mais outra! – que se prepara contra a adopção de uma constituição europeia que vem roubar mais soberania a Portugal e subjugar o País aos ditames dos maiores da União Europeia, o PCP não descura todas as outras. De esclarecimento e de mobilização. De afirmação e de reforço na luta por um futuro mais justo. A nossa edição de hoje, dedicada especialmente à luta pelo Não à constituição europeia, articulada que é com o esforço das organizações partidárias para uma maior divulgação do nosso jornal, é exemplo de que o esforço colectivo é integrado, isto é, todas as actividades dos comunistas devem ser encaradas de modo a valorizar cada uma delas e a fazê-las convergir todas para um objectivo principal, que é, nesta fase, derrotar a política de direita, defendendo as conquistas históricas do nosso povo.
Nenhuma das tarefas – e são muitas, todas elas exigindo mais militância e empenhamento dos camaradas – é contraditória com outra. Por isso, reforçar o Partido, levando avante as decisões sobre questões organizativas e dando novo alento à fase final da campanha de contactos com os militantes, distribuindo criteriosamente e com audácia responsabilidades e tarefas, promovendo e divulgando a imprensa partidária, são objectivos que se enquadram nas exigentes actividades de todo o colectivo. Onde também cabe a festa, como a que se realizou em Beja. Como a que vai realizar-se na Atalaia nos dias 2, 3 e 4 de Setembro, na Atalaia. A Festa do Avante!