Defender o transporte público

Uma política ao serviço dos privados

O PCP apresentou, na passada semana, projectos tendentes a inverter a política de transportes seguida e a valorizar o passe social. Jerónimo de Sousa esteve presente na sua apresentação.

O PCP apresentou propostas para a defesa e alargamento do passe social

Numa declaração proferida numa colectividade da capital no passado dia 28, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, criticou a política de transportes seguida, nomeadamente desde o início da década de noventa. Para o dirigente do PCP, esta política agudizou os «bloqueios à mobilidade, com evidentes prejuízos para a qualidade de vida das populações e com impactos muitos negativos no plano social, ambiental, energético e na economia nacional», nomeadamente nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.
Para o secretário-geral comunista, é hoje claro – e os dados confirmam-no – que os «anunciados benefícios para os utentes que resultariam da privatização do sistema de transportes públicos» se traduziram numa crescente incapacidade para promover uma política integrada de transportes. E os preços para os utentes aumentaram, «sem qualquer contrapartida na qualidade dos serviços prestados». O dirigente do PCP não tem dúvidas que a incapacidade revelada pela política de transportes resulta da sua opção de favorecer os interesses de grandes empresas privadas de transporte.
O secretário-geral do PCP considerou que o ataque às empresas públicas do sector dos transportes tem sido o eixo central desta política.

Promover o passe intermodal

O PCP está preocupado com o «impasse que se mantém na resolução do problema da prorrogação da vigência do passe social intermodal, cuja validade depois do final do próximo mês de Maio está dependente da definição e publicação da legislação, por parte do Governo, dos princípios de contratualização do transporte público», afirmou o seu secretário-geral. Os comunistas exigem que o Governo «não ceda às chantagens dos operadores privados». Para Jerónimo de Sousa, o serviço público de transportes «não pode andar a reboque dos interesses dos operadores privados».
«Não é à falta de soluções que o actual impasse se mantém», realçou o dirigente comunista, já que o PCP tem há muito «proposto soluções que agora também estão consideradas ao nível dos princípios nas iniciativas legislativas de defesa do passe social intermodal que agora tornamos público». As iniciativas legislativas do PCP visam «reafirmar a importância do passe social intermodal na estruturação de uma eficaz e socialmente justa política de transportes públicos e alargar o seu alcance com a extensão das zonas de intervenção e o alargamento a todos os operadores, relançando-o como um instrumento fundamental para inverter a actual tendência de regressão no uso do transporte público».


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