Conferência da Interjovem reúne em Julho
O Entroncamento vai receber a 5.ª Conferência da Interjovem, que se realiza dentro de três meses. As áreas priorotárias e os principais problemas foram já definidos no anteprojecto de resolução.
As baixas qualificações atingem os jovens trabalhadores
«Trabalhar com direitos, garantir e conquistar» é o lema da 5.ª Conferência da Interjovem, que se realiza a 3 de Julho, no Entroncamento. A conferência terá como temas centrais o trabalho precário, o desemprego, o bloqueio patronal da negociação colectiva, o desinvestimento na saúde e no ensino, as políticas fiscais injustas e desajustadas, o ataque à segurança social e o aumento dos custos com a habitação.
«Porque os jovens vivem e sentem de forma particular os problemas laborais, sociais e familiares, faz todo o sentido que participem activamente na construção de propostas e reivindicações que melhorem as suas condições de vida e trabalho», afirma a Interjovem, em comunicado.
No anteprojecto de resolução – disponível on line – lê-se que os dados da sindicalização e organização demonstram que nos últimos anos as metas definidas em Congresso pela CGTP-IN e os esforços contínuos de toda a estrutura sindical para a eleição de quadros sindicais «foi e continua a ser uma boa metodologia de trabalho. Nos balanços efectuados, verifica-se uma participação crescente de jovens na actividade sindical, levantando-se neste momento a questão: como “fixar” estes delegados e dirigentes sindicais?»
Um dos objectivos apontados no documento é o aprofundamento das estruturas sindicais nos locais de trabalho, pois «a resposta aos problemas e anseios dos trabalhadores deve ser desenvolvida onde eles se encontram». «A comunicação entre as várias comissões de jovens e a Interjovem é fundamental para a unificação da acção, para o desenvolvimento de um trabalho contínuo e continuado, de promoção dos direitos individuais e colectivos dos jovens», acrescenta.
Neste campo, a Interjovem propõe a constituição de comissões de jovens sectoriais em todos os distritos; a promoção de acções de formação dirigidas aos jovens dirigentes e delegados sindicais; e a participação e eleição de mais jovens trabalhadores para as estruturas da CGTP.
Abuso
Analisando a situação laboral portuguesa, a Interjovem considera que as entidades patronais se servem do desemprego para reduzir o valor do trabalho, devido ao aumento da mão-de-obra disponível, ao mesmo tempo que tentam «incutir nos trabalhadores receios pela perda do posto de trabalho e assim limitar as suas capacidades reivindicativas».
A organização aponta ainda como problemas os baixos salários, a precariedade e as tentativas de bloqueio das negociações de contratos colectivos por parte do patronato e exige o fim das políticas de contenção salarial, o crescimento real dos salários e a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais.
A educação é uma área que também preocupa a Interjovem, considerando que «a formação adquire uma importância acrescida, na medida em que se torna crucial na relação do trabalhador com o mercado de trabalho».
«As políticas educativas dos últimos governos têm balanceado entre as paixões retóricas e as confusões permanentes. Não admira por isso que 31 por cento da população empregada só tenha o 1.º ciclo concluído e que só 7 por cento possui o ensino secundário. Ora, se 41 por cento dos trabalhadores têm menos de 24 anos, podemos deduzir que as baixas qualificações são um problema que também atinge os jovens trabalhadores», conclui.
Para fazer face a esta situação, a Interjovem defende, nomeadamente, o alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12.º ano; o efectivo direito ao estatuto do trabalhador-estudante; e a criação de um plano formativo de empresa com obrigatoriedade de formação em contexto laboral para todos os trabalhadores.
Dia da Juventude comemorado com trabalhadores
A Interjovem celebrou o Dia Nacional da Juventude, que se assinalou na segunda-feira, 28 de Março, com a visita a várias empresas do distrito de Lisboa com um grande número de jovens trabalhadores: a Tudor, em Vila Franca de Xira; o Hospital Curry Cabral e a Codifar,, em Lisboa; a estação dos CTT de Cabo Ruivo; e a Impala, em Sintra.
A organização procurou com esta iniciativa sensibilizar e consciencializar os trabalhadores com a distribuição de documentos sobre os direitos laborais. Entre outros dados, a Interjovem informa que cerca de 90 por cento dos trabalhadores activos estão protegidos pela contratação colectiva, mais favoráveis do que o Código do Trabalho e regulando o horário do trabalho, o descanso semanal, as carreiras profissionais, o trabalho por turnos e nocturno, os salários, as férias, as faltas, os prémios, etc.
Esta iniciativa insere-se na preparação da 4.ª Conferência da Interjovem de Lisboa, que se realiza no dia 7 de Abril, no Inatel, em Oeiras, com o lema «Trabalhar com direitos, defender e conquistar, lutando solidariamente».
No dia 28 de Março de 2005 fez 58 anos que um conjunto de jovens portugueses se
encontrou num acampamento em São Pedro de Moel para confraternizar. Este acampamento foi reprimido pela PIDE e muitos participantes presos e espancados. Desde essa data que o 28 de Março é o Dia Nacional da Juventude, comemorado em liberdade após o 25 de Abril de 1974.
«Porque os jovens vivem e sentem de forma particular os problemas laborais, sociais e familiares, faz todo o sentido que participem activamente na construção de propostas e reivindicações que melhorem as suas condições de vida e trabalho», afirma a Interjovem, em comunicado.
No anteprojecto de resolução – disponível on line – lê-se que os dados da sindicalização e organização demonstram que nos últimos anos as metas definidas em Congresso pela CGTP-IN e os esforços contínuos de toda a estrutura sindical para a eleição de quadros sindicais «foi e continua a ser uma boa metodologia de trabalho. Nos balanços efectuados, verifica-se uma participação crescente de jovens na actividade sindical, levantando-se neste momento a questão: como “fixar” estes delegados e dirigentes sindicais?»
Um dos objectivos apontados no documento é o aprofundamento das estruturas sindicais nos locais de trabalho, pois «a resposta aos problemas e anseios dos trabalhadores deve ser desenvolvida onde eles se encontram». «A comunicação entre as várias comissões de jovens e a Interjovem é fundamental para a unificação da acção, para o desenvolvimento de um trabalho contínuo e continuado, de promoção dos direitos individuais e colectivos dos jovens», acrescenta.
Neste campo, a Interjovem propõe a constituição de comissões de jovens sectoriais em todos os distritos; a promoção de acções de formação dirigidas aos jovens dirigentes e delegados sindicais; e a participação e eleição de mais jovens trabalhadores para as estruturas da CGTP.
Abuso
Analisando a situação laboral portuguesa, a Interjovem considera que as entidades patronais se servem do desemprego para reduzir o valor do trabalho, devido ao aumento da mão-de-obra disponível, ao mesmo tempo que tentam «incutir nos trabalhadores receios pela perda do posto de trabalho e assim limitar as suas capacidades reivindicativas».
A organização aponta ainda como problemas os baixos salários, a precariedade e as tentativas de bloqueio das negociações de contratos colectivos por parte do patronato e exige o fim das políticas de contenção salarial, o crescimento real dos salários e a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais.
A educação é uma área que também preocupa a Interjovem, considerando que «a formação adquire uma importância acrescida, na medida em que se torna crucial na relação do trabalhador com o mercado de trabalho».
«As políticas educativas dos últimos governos têm balanceado entre as paixões retóricas e as confusões permanentes. Não admira por isso que 31 por cento da população empregada só tenha o 1.º ciclo concluído e que só 7 por cento possui o ensino secundário. Ora, se 41 por cento dos trabalhadores têm menos de 24 anos, podemos deduzir que as baixas qualificações são um problema que também atinge os jovens trabalhadores», conclui.
Para fazer face a esta situação, a Interjovem defende, nomeadamente, o alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12.º ano; o efectivo direito ao estatuto do trabalhador-estudante; e a criação de um plano formativo de empresa com obrigatoriedade de formação em contexto laboral para todos os trabalhadores.
Dia da Juventude comemorado com trabalhadores
A Interjovem celebrou o Dia Nacional da Juventude, que se assinalou na segunda-feira, 28 de Março, com a visita a várias empresas do distrito de Lisboa com um grande número de jovens trabalhadores: a Tudor, em Vila Franca de Xira; o Hospital Curry Cabral e a Codifar,, em Lisboa; a estação dos CTT de Cabo Ruivo; e a Impala, em Sintra.
A organização procurou com esta iniciativa sensibilizar e consciencializar os trabalhadores com a distribuição de documentos sobre os direitos laborais. Entre outros dados, a Interjovem informa que cerca de 90 por cento dos trabalhadores activos estão protegidos pela contratação colectiva, mais favoráveis do que o Código do Trabalho e regulando o horário do trabalho, o descanso semanal, as carreiras profissionais, o trabalho por turnos e nocturno, os salários, as férias, as faltas, os prémios, etc.
Esta iniciativa insere-se na preparação da 4.ª Conferência da Interjovem de Lisboa, que se realiza no dia 7 de Abril, no Inatel, em Oeiras, com o lema «Trabalhar com direitos, defender e conquistar, lutando solidariamente».
No dia 28 de Março de 2005 fez 58 anos que um conjunto de jovens portugueses se
encontrou num acampamento em São Pedro de Moel para confraternizar. Este acampamento foi reprimido pela PIDE e muitos participantes presos e espancados. Desde essa data que o 28 de Março é o Dia Nacional da Juventude, comemorado em liberdade após o 25 de Abril de 1974.