Liberdade de informar ameaçada
Na sequência da condenação do jornalista português José Manso Preto, decidida pelo tribunal por este profissional se recusar a divulgar a identidade de uma fonte de informação, a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) considerou, em comunicado divulgado quinta-feira da semana passada, que «o caso português vem aumentar os receios entre os jornalistas de uma crescente tendência global de ataques ao direito de protecção das fontes».
Na conferência de imprensa, o secretário-geral da FIJ, Aidan White, afirmou que é cada vez mais necessário «reforçar o direito de sigilo» e esclareceu que «se os jornalistas traírem as pessoas que falam com eles, o acesso a informação vital e credível perder-se-á».
White acrescentou que o facto de estarem envolvidas «matérias de elevado interesse público e a escolha das pessoas que estão no poder», só justifica que os jornalistas não atraiçoem «as suas responsabilidades éticas», antes, defendam e cumpram «o direito das pessoas a saber».
Recorde-se que Manso Preto foi sentenciado com 11 meses de prisão e três anos de pena suspensa por, de acordo com o Código Deontológico dos jornalistas, ter recusado a divulgação da identidade de uma das fontes citadas numa peça sobre o caso dos «irmãos Pinto», activistas do bloqueio da Ponte 25 de Abril e posteriormente acusados de tráfico de droga, facto que desde sempre negaram.
Na conferência de imprensa, o secretário-geral da FIJ, Aidan White, afirmou que é cada vez mais necessário «reforçar o direito de sigilo» e esclareceu que «se os jornalistas traírem as pessoas que falam com eles, o acesso a informação vital e credível perder-se-á».
White acrescentou que o facto de estarem envolvidas «matérias de elevado interesse público e a escolha das pessoas que estão no poder», só justifica que os jornalistas não atraiçoem «as suas responsabilidades éticas», antes, defendam e cumpram «o direito das pessoas a saber».
Recorde-se que Manso Preto foi sentenciado com 11 meses de prisão e três anos de pena suspensa por, de acordo com o Código Deontológico dos jornalistas, ter recusado a divulgação da identidade de uma das fontes citadas numa peça sobre o caso dos «irmãos Pinto», activistas do bloqueio da Ponte 25 de Abril e posteriormente acusados de tráfico de droga, facto que desde sempre negaram.