Estratégia de Lisboa em balanço
O Conselho Europeu inicia hoje, quinta-feira, em Bruxelas, uma reunião de dois dias em que serão analisados os resultados da estratégia de Lisboa, adoptada em 2000, que deveria transformar a Europa no espaço económico mais competitivo do mundo até 2010.
Contudo, o relatório que os chefes de Estado e de governo têm em cima da mesa faz um balanço muito negativo dos resultados alcançados. Elaborado pelo antigo primeiro ministro social-democrata holandês, Wim Kok, o documento considera que «falta fazer muito para evitar que Lisboa não se torne num sinónimo de objectivos falhados e de promessas não cumpridas».
Segundo o diário francês Le Monde, de terça-feira, o relatório constata que apenas a Finlândia e a Suécia cumprem actualmente o objectivo de destinar três por cento do produto interno bruto para a investigação e desenvolvimento. Em matéria de emprego, apenas a Grã-Bretanha e a Dinamarca atingiram a taxa de ocupação de 70 por cento da população activa, preconizada há quatro anos, verificando-se pelo contrário um preocupante aumento do desemprego na maioria dos Estados-membros.
Porém, considerando que «o obstáculo essencial é a falta de empenhamento e de determinação política» dos governos nacionais, o relatório Kok não avança nada de novo, parecendo insistir exactamente nas mesmas receitas que tão maus resultados têm produzido. Ou seja, o aprofundamento das reformas dos sistemas de protecção social, das reformas e pensões e dos mercados de trabalho, sugerindo que a Comissão Europeia elabore uma classificação dos Estados-membros em função dos esforços envidados para atingir tais objectivos.
Contudo, o relatório que os chefes de Estado e de governo têm em cima da mesa faz um balanço muito negativo dos resultados alcançados. Elaborado pelo antigo primeiro ministro social-democrata holandês, Wim Kok, o documento considera que «falta fazer muito para evitar que Lisboa não se torne num sinónimo de objectivos falhados e de promessas não cumpridas».
Segundo o diário francês Le Monde, de terça-feira, o relatório constata que apenas a Finlândia e a Suécia cumprem actualmente o objectivo de destinar três por cento do produto interno bruto para a investigação e desenvolvimento. Em matéria de emprego, apenas a Grã-Bretanha e a Dinamarca atingiram a taxa de ocupação de 70 por cento da população activa, preconizada há quatro anos, verificando-se pelo contrário um preocupante aumento do desemprego na maioria dos Estados-membros.
Porém, considerando que «o obstáculo essencial é a falta de empenhamento e de determinação política» dos governos nacionais, o relatório Kok não avança nada de novo, parecendo insistir exactamente nas mesmas receitas que tão maus resultados têm produzido. Ou seja, o aprofundamento das reformas dos sistemas de protecção social, das reformas e pensões e dos mercados de trabalho, sugerindo que a Comissão Europeia elabore uma classificação dos Estados-membros em função dos esforços envidados para atingir tais objectivos.