Estado poupa, doentes gastam mais
Os portugueses estão a pagar uma factura mais elevada por alguns dos medicamentos comparticipados. A despesa suplementar suportada pelos doentes, devido à actualização do sistema de preços de referência (SPR), ascendeu a um total de 6,7 milhões de euros.
Ao invés, o Estado poupou, no mesmo período, 37,9 milhões de euros, indicam os cálculos do observatório da Associação Nacional de Farmácias (ANF). A poupança do Estado nos gastos com medicamentos tem, mesmo assim, pouco significado no conjunto da despesa pública com fármacos - que continua a crescer acima do esperado, agravando a já muito complicada situação financeira.
Só no primeiro semestre deste ano o Serviço Nacional de Saúde gastou perto de 700 milhões de euros com medicamentos em ambulatório e as dívidas à ANF e à Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica ultrapassam os 10 mil milhões de euros, excluindo os juros.
A ANF disse, entretanto, ao jornal A Capital, que o potencial do mercado «não está ser aproveitado» e o utente «está a ser penalizado». As comparticipações dos medicamentos de marca diminuíram com a criação dos preços de referência, através dos quais o Estado só concede bonificações de acordo com o preço do genérico mais elevado, e o doente é quem está a pagar a factura.
Ao invés, o Estado poupou, no mesmo período, 37,9 milhões de euros, indicam os cálculos do observatório da Associação Nacional de Farmácias (ANF). A poupança do Estado nos gastos com medicamentos tem, mesmo assim, pouco significado no conjunto da despesa pública com fármacos - que continua a crescer acima do esperado, agravando a já muito complicada situação financeira.
Só no primeiro semestre deste ano o Serviço Nacional de Saúde gastou perto de 700 milhões de euros com medicamentos em ambulatório e as dívidas à ANF e à Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica ultrapassam os 10 mil milhões de euros, excluindo os juros.
A ANF disse, entretanto, ao jornal A Capital, que o potencial do mercado «não está ser aproveitado» e o utente «está a ser penalizado». As comparticipações dos medicamentos de marca diminuíram com a criação dos preços de referência, através dos quais o Estado só concede bonificações de acordo com o preço do genérico mais elevado, e o doente é quem está a pagar a factura.