Esperança renova-se
Mais de 250 militantes e simpatizantes do Partido juntaram-se, na noite de 24 para 25 de Abril, num jantar em Alenquer, comemorativo daquela data.
Na mesa, para além, de dirigentes do PCP, encontravam-se como convidados o actor Morais e Castro, António Dias Lourenço e o General Vasco Gonçalves.
O primeiro orador da noite foi o vereador comunista eleito na Câmara de Alenquer, José Manuel Catarino, que começou por salientar a satisfação dos comunistas pela comenda atribuída ao membro do PCP Joaquim Casimiro, dando, a seguir, conhecimento de uma proposta, aprovada por unanimidade na Câmara, no sentido de homenagear, no dia da Liberdade, pelo contributo que deu à democracia e ao concelho, o professor e também membro do PCP António de Oliveira C. de Melo, o mais velho autarca do município, eleito para todas as Assembleias Municipais.
António Dias Lourenço, por sua vez, lembrou com alguma emoção a sua libertação do Forte de Peniche naquela mesma data, libertação para a qual em muito contribuiu o militar de Abril naquele jantar sentado a seu lado, Vasco Gonçalves. Depois dos aplausos vibrantes que se fizeram ouvir na sala, Dias Lourenço chamou a atenção para os perigos que a humanidade corre neste momento, decorrentes da política reaccionária do governo dos Estados Unidos da América, mas falou também de esperança, esperança que todos os dias se renova e saiu reforçada com as grandiosas manifestações que em todo o mundo ocorreram contra aquela política.
O orador seguinte foi o actor Morais e Castro que, depois de falar da sua ligação ao Partido desde muito novo, pela mão de familiares, elogiou Abril, terminando com um poema do poeta angolano Luandino Vieira.
Coube ao General Vasco Gonçalves encerrar as intervenções. Os presentes puderam, então, ouvir o relato de numerosos acontecimentos vividos por aquele que foi incontestavelmente um dos militares mais influentes da Revolução dos Cravos: primeiro sobre a necessidade de acabar com a guerra colonial; depois sobre a aliança povo/MFA, decisiva para derrotar as forças mais conservadoras do Movimento; e, finalmente, sobre a divisão dos militares, então apoiada não só pelas forças mais conservadoras e pelos partidos de direita mas também pelo Partido Socialista.
Vasco Gonçalves referiu-se finalmente aos perigos que o mundo atravessa, terminando também ele com uma mensagem de esperança, a de que «um sistema que se alimenta da destruição» mais dia menos dia será derrotado.
A noite acabou com um momento cultural, preenchido com a leitura de muita poesia e a actuação do Grupo Popular de Cantares da Ota.
O primeiro orador da noite foi o vereador comunista eleito na Câmara de Alenquer, José Manuel Catarino, que começou por salientar a satisfação dos comunistas pela comenda atribuída ao membro do PCP Joaquim Casimiro, dando, a seguir, conhecimento de uma proposta, aprovada por unanimidade na Câmara, no sentido de homenagear, no dia da Liberdade, pelo contributo que deu à democracia e ao concelho, o professor e também membro do PCP António de Oliveira C. de Melo, o mais velho autarca do município, eleito para todas as Assembleias Municipais.
António Dias Lourenço, por sua vez, lembrou com alguma emoção a sua libertação do Forte de Peniche naquela mesma data, libertação para a qual em muito contribuiu o militar de Abril naquele jantar sentado a seu lado, Vasco Gonçalves. Depois dos aplausos vibrantes que se fizeram ouvir na sala, Dias Lourenço chamou a atenção para os perigos que a humanidade corre neste momento, decorrentes da política reaccionária do governo dos Estados Unidos da América, mas falou também de esperança, esperança que todos os dias se renova e saiu reforçada com as grandiosas manifestações que em todo o mundo ocorreram contra aquela política.
O orador seguinte foi o actor Morais e Castro que, depois de falar da sua ligação ao Partido desde muito novo, pela mão de familiares, elogiou Abril, terminando com um poema do poeta angolano Luandino Vieira.
Coube ao General Vasco Gonçalves encerrar as intervenções. Os presentes puderam, então, ouvir o relato de numerosos acontecimentos vividos por aquele que foi incontestavelmente um dos militares mais influentes da Revolução dos Cravos: primeiro sobre a necessidade de acabar com a guerra colonial; depois sobre a aliança povo/MFA, decisiva para derrotar as forças mais conservadoras do Movimento; e, finalmente, sobre a divisão dos militares, então apoiada não só pelas forças mais conservadoras e pelos partidos de direita mas também pelo Partido Socialista.
Vasco Gonçalves referiu-se finalmente aos perigos que o mundo atravessa, terminando também ele com uma mensagem de esperança, a de que «um sistema que se alimenta da destruição» mais dia menos dia será derrotado.
A noite acabou com um momento cultural, preenchido com a leitura de muita poesia e a actuação do Grupo Popular de Cantares da Ota.