Não falsifiquem a verdade!
Os países ocidentais que levaram a cabo a invasão da Normandia, há 60 anos, estão a preparar, cuidadosamente, para o fim de semana de 5 e 6 de Junho próximo, as celebrações adequadas. Na época que atravessamos interessa a esses países (Estados Unidos, Grã-Bretanha, Canada e França) estabelecer a falsa mensagem de que os acontecimentos do chamado «Dia D» os conduziram à vitória final contra a Alemanha nazi. Para mais, o actual chanceler germânico, Gerhard Schroeder, assistirá também às comemorações em nome da nação vencida.
A rainha, Isabel II, colocar-se-á na frente de uma imensa delegação britânica formada por 35 000 veteranos dos históricos desembarques nas praias normandas. Na manhã de seis, a soberana, acompanhada do presidente da República francesa, Jacques Chirac, assistirá a um serviço religioso em Bayeux, a primeira cidade francesa a ser libertada, onde se situa o principal cemitério das forças da comunidade britânica que estiveram nos acontecimentos em causa.
No cemitério de Bayeux repousam 3935 soldados britânicos e 466 germânicos. Não pode colocar-se em dúvida o respeito que estas celebrações merecem. O mundo, na verdade, esteve com todos aqueles que participaram na gigantesca operação militar. E continua a estar.
Após o serviço de Bayeux, a rainha será conduzida à cidade medieval de Caen (14 milhas de distância) para tomar parte num almoço em que se lhe juntarão o presidente George W. Bush, além de Chirac e Schroeder e diversos outros chefes de Estado.
Caen, como sabemos, foi onde se registaram os mais sangrentos e difíceis combates. A tomada de Caen pelas forças britânicas deu à extraordinária operação militar um carácter vitorioso que até então não tivera. O Alto-comando aliado, dirigido pelo general Dwight Eisenhower, respirou de alívio e a invasão da França prosseguiu.
Mas a abertura desta segunda frente de combates no contexto da 2.ª Guerra Mundial tem uma história complexa. Desde a invasão da URSS pelos nazis, tinha-se como natural que os aliados ocidentais colaborassem com o país de Lenine, diversificando as operações militares e obrigando os hitlerianos a dispersar meios e esforços. O então presidente Roosevelt mostrava-se favorável a tal estratégia. Mas Winston Churchill, que tinha da vida uma férrea visão histórica (aristocrata da família dos Marlborough, nascera no palácio de Blenheim) fez triunfar o seu ponto de vista.
Segundo ele e toda a reacção mundial, a Alemanha nazi e a URSS deveriam ser deixadas a destruir-se mutuamente, para que das respectivas ruínas o imperialismo surgisse triunfante. Mas o povo soviético e o Partido Comunista da URSS tinham ideias diferentes. Apesar dos 20 milhões de mortos que a História regista, resistiram e expulsaram os bárbaros invasores nazis através de vitórias espectaculares em Moscovo, Estalinegrado e Kursk, especialmente, e, com exércitos formados por milhões de heróis, prepararam a invasão da própria Alemanha. Nesta situação, os aliados ocidentais convenceram-se de que era no seu interesse, afinal, invadir a França e procurar caminho para Berlim, se possível à frente do Exército Vermelho que, como se sabe, avançava vertiginosamente para o grande objectivo que era a capital do Reich e para a mais gloriosa de todas as vitórias militares da História.
Operações militares contra a Alemanha nazi
e a libertação da Polónia
O desenvolvimento dos acontecimentos iniciados com o «Dia D» (6 de Junho de 1944) levaria os aliados à libertação de Paris e de outras emblemáticas cidades ocidentais. Não seria sem dificuldades sérias que entrariam no espaço germânico. Todavia, logo que os nazis retiraram para o outro lado do Reno (Março, 1945), Dusseldorf e Colónia ficaram-lhes à mercê. As cidades alemãs rendiam-se, umas após outras, ao 3º Exército americano (Patton). Também os exércitos de Montgomery, Omar Bradley e Devers realizavam consideráveis progressos. Mas já em Janeiro o Exército Vermelho ultrapassava Varsóvia, a Silésia tombava para Koniev.
A libertação da Polónia reveste-se de significado particular. Era quando as velhas famílias alemãs que haviam colonizado a Silésia rural preparavam a fuga com medo do Exército Vermelho. Mas este, para além da sua missão militar específica, tinha finalidades políticas indubitáveis. Rapidamente, as velhas propriedades agrícolas foram ocupadas pelos próprios trabalhadores rurais polacos e suas famílias, que de escravos passaram em poucos dias à condição de senhores da terra que sempre haviam trabalhado.
Os aliados ocidentais, no momento da invasão da Normandia, não tinham respostas políticas para a nova situação. Jamais as terão. Nunca os ideólogos do sistema do mercado encontrarão fórmulas económicas superiores às do ideal socialista a que os povos continuam dedicados. Anos mais tarde, as antigas propriedades de Breslau (Wroclav), Marzdorff, Lignitza e de outras zonas silesianas prosperavam nas mãos dos trabalhadores e já não se falava dos sofrimentos causados pela guerra porque a recuperação estava em marcha – a recuperação a que presidiam, nesse tempo, os valores autênticos do socialismo
Entre fins de 1944 e Abril de 1945, os exércitos soviéticos de Chernyakovsky e Vassilievsky, Rokossovsky, Zukov, Koniev, Petrov, Malinovsky, Tolbukin, posicionaram-se para o ataque final à capital do Reich. Os desesperados movimentos dos anglo-americanos e as tentativas de acordo com os nazis para que todos se voltassem contra a URSS não podiam surtir efeito. O Exército Vermelho, comandado por Zukov, estava a 100 quilómetros de Berlim. A vitória final pertencer-lhe-ia.
No cemitério de Bayeux repousam 3935 soldados britânicos e 466 germânicos. Não pode colocar-se em dúvida o respeito que estas celebrações merecem. O mundo, na verdade, esteve com todos aqueles que participaram na gigantesca operação militar. E continua a estar.
Após o serviço de Bayeux, a rainha será conduzida à cidade medieval de Caen (14 milhas de distância) para tomar parte num almoço em que se lhe juntarão o presidente George W. Bush, além de Chirac e Schroeder e diversos outros chefes de Estado.
Caen, como sabemos, foi onde se registaram os mais sangrentos e difíceis combates. A tomada de Caen pelas forças britânicas deu à extraordinária operação militar um carácter vitorioso que até então não tivera. O Alto-comando aliado, dirigido pelo general Dwight Eisenhower, respirou de alívio e a invasão da França prosseguiu.
Mas a abertura desta segunda frente de combates no contexto da 2.ª Guerra Mundial tem uma história complexa. Desde a invasão da URSS pelos nazis, tinha-se como natural que os aliados ocidentais colaborassem com o país de Lenine, diversificando as operações militares e obrigando os hitlerianos a dispersar meios e esforços. O então presidente Roosevelt mostrava-se favorável a tal estratégia. Mas Winston Churchill, que tinha da vida uma férrea visão histórica (aristocrata da família dos Marlborough, nascera no palácio de Blenheim) fez triunfar o seu ponto de vista.
Segundo ele e toda a reacção mundial, a Alemanha nazi e a URSS deveriam ser deixadas a destruir-se mutuamente, para que das respectivas ruínas o imperialismo surgisse triunfante. Mas o povo soviético e o Partido Comunista da URSS tinham ideias diferentes. Apesar dos 20 milhões de mortos que a História regista, resistiram e expulsaram os bárbaros invasores nazis através de vitórias espectaculares em Moscovo, Estalinegrado e Kursk, especialmente, e, com exércitos formados por milhões de heróis, prepararam a invasão da própria Alemanha. Nesta situação, os aliados ocidentais convenceram-se de que era no seu interesse, afinal, invadir a França e procurar caminho para Berlim, se possível à frente do Exército Vermelho que, como se sabe, avançava vertiginosamente para o grande objectivo que era a capital do Reich e para a mais gloriosa de todas as vitórias militares da História.
Operações militares contra a Alemanha nazi
e a libertação da Polónia
O desenvolvimento dos acontecimentos iniciados com o «Dia D» (6 de Junho de 1944) levaria os aliados à libertação de Paris e de outras emblemáticas cidades ocidentais. Não seria sem dificuldades sérias que entrariam no espaço germânico. Todavia, logo que os nazis retiraram para o outro lado do Reno (Março, 1945), Dusseldorf e Colónia ficaram-lhes à mercê. As cidades alemãs rendiam-se, umas após outras, ao 3º Exército americano (Patton). Também os exércitos de Montgomery, Omar Bradley e Devers realizavam consideráveis progressos. Mas já em Janeiro o Exército Vermelho ultrapassava Varsóvia, a Silésia tombava para Koniev.
A libertação da Polónia reveste-se de significado particular. Era quando as velhas famílias alemãs que haviam colonizado a Silésia rural preparavam a fuga com medo do Exército Vermelho. Mas este, para além da sua missão militar específica, tinha finalidades políticas indubitáveis. Rapidamente, as velhas propriedades agrícolas foram ocupadas pelos próprios trabalhadores rurais polacos e suas famílias, que de escravos passaram em poucos dias à condição de senhores da terra que sempre haviam trabalhado.
Os aliados ocidentais, no momento da invasão da Normandia, não tinham respostas políticas para a nova situação. Jamais as terão. Nunca os ideólogos do sistema do mercado encontrarão fórmulas económicas superiores às do ideal socialista a que os povos continuam dedicados. Anos mais tarde, as antigas propriedades de Breslau (Wroclav), Marzdorff, Lignitza e de outras zonas silesianas prosperavam nas mãos dos trabalhadores e já não se falava dos sofrimentos causados pela guerra porque a recuperação estava em marcha – a recuperação a que presidiam, nesse tempo, os valores autênticos do socialismo
Entre fins de 1944 e Abril de 1945, os exércitos soviéticos de Chernyakovsky e Vassilievsky, Rokossovsky, Zukov, Koniev, Petrov, Malinovsky, Tolbukin, posicionaram-se para o ataque final à capital do Reich. Os desesperados movimentos dos anglo-americanos e as tentativas de acordo com os nazis para que todos se voltassem contra a URSS não podiam surtir efeito. O Exército Vermelho, comandado por Zukov, estava a 100 quilómetros de Berlim. A vitória final pertencer-lhe-ia.