NO REINO DA PROSPERIDADE
«Para a maioria dos portugueses, o pior não só não passou como está aí a chegar»
De há duas ou três semanas para cá, temos vindo a ser metralhados com a promissora informação de que o pior já passou... Todos os dias, a todas as horas, de acordo com uma rigorosa escala de serviço, Primeiro-Ministro, ministros, secretários de Estado e outros propagandistas do Governo, completam-se e complementam-se anunciando-nos, no meio do estrelejar de foguetes, a chegada do bem estar e da abundância. Ouvindo-os, dir-se-ia que, passado um período mau (por culpa, sempre, do anterior partido que esteve no governo...) temos à nossa frente, prestes a abrirem-se de par em par, as portas da felicidade – pelo que só nos resta curvarmo-nos num reverente agradecimento a quem nos prodigalizou tamanhas benesses.
Não há nada de novo neste cenário, como se sabe. Situações semelhantes têm vindo a repetir-se, como fotocópias, desde há mais de duas décadas, com os governantes, ora do PSD ora do PS, a dizerem-nos que, para um futuro melhor, para o desenvolvimento da economia, para a superação da crise, para bem do país, são necessários sacrifícios, é necessário apertar o cinto. E sempre acontece que as vítimas desses sacrifícios, os eternos apertadores de cintos, são essencialmente os que produzem ou produziram a riqueza do País, a saber os trabalhadores e os reformados e pensionistas. E sempre acontece que os beneficiários desses sacrifícios e desses apertos de cintos são essencialmente os tubarões, chefes dos grandes grupos económicos e financeiros. E sempre acontece que o futuro melhor não dá sinais de vida, nem o desenvolvimento da economia, nem a superação da crise. Certas, certas, são as dificuldades crescentes para a maioria dos portugueses.
Outra tradição comum a todos estes governos (quer usem o rótulo PSD quer utilizem a etiqueta PS, com ou sem o CDS-PP à ilharga) é a de, hipócrita e cinicamente, fazerem das patranhas da bem-aventurança o papel colorido com que embalam um conjunto de medidas demonstrativas precisamente do contrário que anunciam, ou seja, do agravamento das condições de vida de quem trabalha e vive do seu trabalho. É o que mais uma vez acontece no momento presente, em que o Governo e os governantes, ao mesmo tempo que proclamam aos quatro ventos que o pior já passou, aumentam os preços de bens e serviços essenciais e prosseguem uma política de contenção salarial que acentua cada vez mais a quebra dos salários reais. Quer isto dizer que, para a imensa maioria dos portugueses, o pior não só não passou como está aí a chegar – sendo oportuno lembrar que o que está para vir será tanto pior e o futuro será tanto mais sombrio quanto mais tempo a política de direita estiver no Poder.
Para já, e como é óbvio, os insignificantes aumentos salariais não chegarão, nem pouco mais ou menos, para alimentar os brutais aumentos de preços (a começar pelo pão e pela água e que se estendem aos medicamentos e às taxas moderadoras, à electricidade, aos combustíveis, às portagens, aos transportes, às comunicações, às taxas de justiça e de notariado, às creches e infantários, aos manuais escolares, às propinas, às rendas de casa...); para já, e como é óbvio, prosseguirá o encerramento de empresas e é bem provável que o exército de desempregados ultrapasse, a curto prazo, o já sinistro número de meio milhão; para já, e como é óbvio, continuarão a agravar-se as condições de trabalho e de vida da maioria dos portugueses e os mais pobres sê-lo-ão cada vez mais enquanto as fortunas dos mais ricos serão cada vez maiores.
Tantas vezes nos foi dito pelos sucessivos governantes que é necessário mais um sacrifício (só mais um!...); que com mais um aperto de cinto entraremos no paraíso; que o pior já passou; que somos um viçoso oásis no árido deserto que é o Planeta; que encabeçamos o pelotão da frente na União Europeia... tantas vezes nos foram prometidos e garantidos os caminhos e os meios para chegar ao reino da prosperidade que o povo português deveria ser, hoje, o mais próspero de todos os povos da União Europeia.
Acontece que não é assim. Acontece que, bem pelo contrário, Portugal é, hoje, o país mais atrasado da União Europeia, o país onde o crescimento de desemprego é maior; onde os salários são mais baixos; onde o analfabetismo é mais elevado; onde as desigualdades são mais acentuadas; onde as pensões e reformas são mais baixas; onde tudo é pior, em resumo. E tudo isto por culpa dos que, quando lhes convém, nos vêm dizer que o pior já passou.
No entanto, acontece também que, ao contrário do que alguns querem que se pense, esta apagada e vil tristeza não é uma fatalidade, antes é consequência de uma determinada política – de uma política que é imperioso derrotar e substituir por outra de sentido oposto, de modo a iniciar o complexo e difícil processo de resolução dos muitos problemas que afligem um número crescente de portugueses. Tal substituição, que não é tarefa fácil, impõe a intensificação da luta de massas - de lutas como as que, na situação actual, travam, por exemplo, os trabalhadores da Sorefame, da Carris, da Administração Pública...; de lutas eleitorais, como a que iremos travar em Junho próximo – e de cujos resultados podemos dizer, dizendo a verdade, que quanto maior for a votação e o número de deputados da CDU eleitos, melhor serão defendidos – em Portugal e no Parlamento Europeu - os interesses dos trabalhadores, do povo e do País.
Não há nada de novo neste cenário, como se sabe. Situações semelhantes têm vindo a repetir-se, como fotocópias, desde há mais de duas décadas, com os governantes, ora do PSD ora do PS, a dizerem-nos que, para um futuro melhor, para o desenvolvimento da economia, para a superação da crise, para bem do país, são necessários sacrifícios, é necessário apertar o cinto. E sempre acontece que as vítimas desses sacrifícios, os eternos apertadores de cintos, são essencialmente os que produzem ou produziram a riqueza do País, a saber os trabalhadores e os reformados e pensionistas. E sempre acontece que os beneficiários desses sacrifícios e desses apertos de cintos são essencialmente os tubarões, chefes dos grandes grupos económicos e financeiros. E sempre acontece que o futuro melhor não dá sinais de vida, nem o desenvolvimento da economia, nem a superação da crise. Certas, certas, são as dificuldades crescentes para a maioria dos portugueses.
Outra tradição comum a todos estes governos (quer usem o rótulo PSD quer utilizem a etiqueta PS, com ou sem o CDS-PP à ilharga) é a de, hipócrita e cinicamente, fazerem das patranhas da bem-aventurança o papel colorido com que embalam um conjunto de medidas demonstrativas precisamente do contrário que anunciam, ou seja, do agravamento das condições de vida de quem trabalha e vive do seu trabalho. É o que mais uma vez acontece no momento presente, em que o Governo e os governantes, ao mesmo tempo que proclamam aos quatro ventos que o pior já passou, aumentam os preços de bens e serviços essenciais e prosseguem uma política de contenção salarial que acentua cada vez mais a quebra dos salários reais. Quer isto dizer que, para a imensa maioria dos portugueses, o pior não só não passou como está aí a chegar – sendo oportuno lembrar que o que está para vir será tanto pior e o futuro será tanto mais sombrio quanto mais tempo a política de direita estiver no Poder.
Para já, e como é óbvio, os insignificantes aumentos salariais não chegarão, nem pouco mais ou menos, para alimentar os brutais aumentos de preços (a começar pelo pão e pela água e que se estendem aos medicamentos e às taxas moderadoras, à electricidade, aos combustíveis, às portagens, aos transportes, às comunicações, às taxas de justiça e de notariado, às creches e infantários, aos manuais escolares, às propinas, às rendas de casa...); para já, e como é óbvio, prosseguirá o encerramento de empresas e é bem provável que o exército de desempregados ultrapasse, a curto prazo, o já sinistro número de meio milhão; para já, e como é óbvio, continuarão a agravar-se as condições de trabalho e de vida da maioria dos portugueses e os mais pobres sê-lo-ão cada vez mais enquanto as fortunas dos mais ricos serão cada vez maiores.
Tantas vezes nos foi dito pelos sucessivos governantes que é necessário mais um sacrifício (só mais um!...); que com mais um aperto de cinto entraremos no paraíso; que o pior já passou; que somos um viçoso oásis no árido deserto que é o Planeta; que encabeçamos o pelotão da frente na União Europeia... tantas vezes nos foram prometidos e garantidos os caminhos e os meios para chegar ao reino da prosperidade que o povo português deveria ser, hoje, o mais próspero de todos os povos da União Europeia.
Acontece que não é assim. Acontece que, bem pelo contrário, Portugal é, hoje, o país mais atrasado da União Europeia, o país onde o crescimento de desemprego é maior; onde os salários são mais baixos; onde o analfabetismo é mais elevado; onde as desigualdades são mais acentuadas; onde as pensões e reformas são mais baixas; onde tudo é pior, em resumo. E tudo isto por culpa dos que, quando lhes convém, nos vêm dizer que o pior já passou.
No entanto, acontece também que, ao contrário do que alguns querem que se pense, esta apagada e vil tristeza não é uma fatalidade, antes é consequência de uma determinada política – de uma política que é imperioso derrotar e substituir por outra de sentido oposto, de modo a iniciar o complexo e difícil processo de resolução dos muitos problemas que afligem um número crescente de portugueses. Tal substituição, que não é tarefa fácil, impõe a intensificação da luta de massas - de lutas como as que, na situação actual, travam, por exemplo, os trabalhadores da Sorefame, da Carris, da Administração Pública...; de lutas eleitorais, como a que iremos travar em Junho próximo – e de cujos resultados podemos dizer, dizendo a verdade, que quanto maior for a votação e o número de deputados da CDU eleitos, melhor serão defendidos – em Portugal e no Parlamento Europeu - os interesses dos trabalhadores, do povo e do País.