AML congestionada

A associação ambientalista Geota apresentou, quinta-feira da semana passada, um levantamento sobre «Mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa» no qual tece duras críticas à falta de uma política articulada para o sector dos transportes.
Segundo os resultados revelados, os residentes da Área Metropolitana de Lisboa (AML) efectuaram, no período considerado, cerca de 4,9 milhões de viagens diárias tendo a cidade de Lisboa como ponto de partida ou de chegada, das quais 76 por cento foram motorizadas.
O transporte individual constitui a primeira alternativa para a maioria dos que são obrigados a fazer diariamente movimentos pendulares, representando 57 por cento do total das deslocações, facto confirmado pelo decréscimo do número de passageiros nos transportes colectivos.
Algumas das razões apontadas pela associação para a perda de importância dos transportes colectivos na deslocação das populações são o preço dos bilhetes e assinaturas mensais que, mesmo não tendo acompanhado a inflação, representam ainda assim cerca de 15 por cento da despesa dos agregados familiares; a ausência de uma rede de transportes públicos integrada em toda a AML; a falta de capacidade de resposta dos transportes pesados para as deslocações a partir dos subúrbios da cidade de Lisboa e a desarticulação dos serviços, horários e coroas entre os diversos agentes prestadores de serviços de transporte.
Uma das soluções apontadas é a criação de uma Autoridade Metropolitana de Transportes que coordene toda a AML e facilite a gestão de uma rede integrada de transportes públicos.


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