Rescaldo dos incêndios

Intervenção imediata

Depois da extinção dos últimos incêndios no País, centenas de bombeiros mantêm-se ainda no terreno para proceder às operações de rescaldo e vigilância.

2003 bateu o re­corde de área ar­dida nos úl­timos 23 anos

Durante duas semanas, o território nacional sofreu uma onda de calor que facilitou a propagação dos fogos florestais. Dos 18 distritos nacionais, apenas o de Aveiro não registou incêndios de grande envergadura.
Segundo estimativas oficiais, os incêndios registados este ano em Portugal destruíram cerca de 215 mil hectares de floresta, sem contar com a área ardida no Algarve - uma área equivalente ao distrito de Viana do Castelo e quase idêntica à extensão do Luxemburgo -, provocaram 18 mortos e levaram à detenção de 65 pessoas, suspeitas de fogo posto. A confirmarem-se estes dados, 2003 baterá o recorde de área ardida nos últimos 23 anos.
Muito há agora por fazer. Na Chamusca, um dos concelhos visados por esta calamidade, vão começar a ser reconstruídas quatro casas, revelou na passada semana, o presidente da autarquia.
Segundo Sérgio Carrilho, autarca do PCP, duas das casas vão ser recuperadas já com apoios do Estado, em parceria com a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia Pinheiro Grande, sob a coordenação dos serviços camarários. Nos outros dois casos, o apoio provém da Caritas Portuguesa, que já acordou modelos de financiamento e adjudicação das obras.
As restantes casas atingidas (16) «estão a ser objecto de preparação de dossiers» para entregar ao Governo, que já garantiu apoio directo às famílias e reconstrução das habitações.
Em paralelo, foram arrendadas cinco habitações na vila da Chamusca e de Ulme para acolher momentaneamente famílias, adiantou Sérgio Carrilho. «Não podemos ficar de braços cruzados à espera que as coisas se resolvam por si. O concelho não pode morrer e as coisas têm de avançar de novo», considerou o autarca comunista.

Recuperação

Em Niza, Portalegre, a Câmara Municipal constituiu esta semana uma equipa operacional para coordenar, orientar e apoiar o processo de recuperação do território e de renovação florestal após a vaga de incêndios que assolou o concelho.
Fonte da autarquia informou que o grupo de trabalho vai também formular propostas de intervenção imediata e medidas a curto prazo para a retoma económica do concelho e perspectivas de desenvolvimento e criação de emprego.
A mesma fonte adiantou que a equipa operacional vai funcionar por um período de seis meses na dependência directa da presidente do município, Gabriela Tsukamoto, do PCP. O grupo de trabalho integra funcionários da autarquia e recorrerá a elementos externos, de acordo com as actividades desenvolvidas.

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Pal­mela aposta na pre­venção

«Apague os riscos, proteja a natureza» é o lema de prevenção de incêndios florestais que a Câmara Municipal de Palmela está a promover. Esta campanha sobre incêndios florestais sublinha a necessidade de «alimentar» a cultura de prevenção que a autarquia tem vindo a defender, criando a consciência do papel fundamental que o cidadão desempenha neste cenário.
Para o efeito, foram produzidos cinco mil folhetos, distribuídos em locais públicos, e publicados anúncios nos órgão de comunicação social. O folheto, que informa sobre as linhas de emergência em casos de incêndio na floresta, apela para a defesa do património natural do território do concelho de Palmela, um dos recursos para o desenvolvimento sustentável, para o que fazer no sentido de evitar ou em caso de incêndio, ou para o que fazer se ficar preso num incêndio.
Limpar o mato à volta da casa ou armazém e manter limpas de resíduos as propriedades, não fazer queimadas, não utilizar material pirotécnico, guardar em lugar seguro e isolado a lenha, os combustíveis ou outros produtos inflamáveis, se o incêndio estiver na proximidade de casa avisar os vizinhos, cortar o gás e a electricidade, soltar os animais e molhar abundantemente as paredes e arbustos que rodeiam a casa, são algumas das indicações que integram o folheto sobre a prevenção de incêndios florestais.

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Mata do Es­tádio Na­ci­onal em pe­rigo

As populações de Linda-a-Velha e da Cruz Quebrada/Dafundo estão preocupadas com o estado de abandono em que se encontra a mata do Estádio Nacional, onde é visível a falta de desmantelação nos locais próximos das habitações.
«Na Cruz Quebrada as moradias estão encostadas ao pinhal, em Linda-a-Velha os prédios da zona poente distam da mata entre 20 a 30 metros», denuncia, em nota enviada ao Avante!, a Comissão de Freguesia de Linda-a-Velha do PCP.
Entretanto, segundo os mesmos, foi construído recentemente uma vedação metálica com o objectivo de impedir o acesso nocturno, mas, em consequência de as fechaduras estarem avariadas, os espaços são devassados a qualquer hora do dia e da noite, sem que seja visto qualquer tipo de patrulhamento. «São vistas fogueiras, em pleno dia, feitos por pessoas que ali se reúnem, em pic-nic, sobretudo aos sábado e aos domingos», continuam.
Curiosamente, «ouvimos o ministro da Administração Interna insurgir-se contra os agricultores por não cuidarem convenientemente das matas, mas não tem olhos para ver o perigo eminente existente debaixo do seu nariz, a pouca distância da capital», acusam os comunistas de Linda-a-Velha.


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