PAC é má para Portugal
A CNA exige que o Governo crie linhas de crédito sem juros para os produtores de leite penalizados por excederem as quotas leiteiras.
Os apoios têm que ser entregues aos lavradores
Foram centenas os agricultores, homens e mulheres, que mobilizados pela ALDA, Associação da Lavoura do Distrito de Aveiro, e por outras associadas da CNA, Confederação Nacional da Agricultura, desfilaram desde o edifício da Segurança Social em Aveiro até à Agrovouga, Feira de Agricultura que estava a ser inaugurada naquele momento.
Rostos marcados pelos muitos anos de trabalho, desfilaram também vidas dedicadas à terra a troco de magros proveitos. Gente que se levantou às quatro ou cinco da manhã e um pouco de todo o norte e centro de Portugal, de Viana a Bragança, de Viseu a Leiria, da Guarda a Coimbra, e se deslocou a Aveiro, numa já tradicional mas sempre combativa luta, para afirmar bem alto a defesa da agricultura familiar, a defesa da produção nacional, a melhoria dos rendimentos dos pequenos e médios agricultores.
António Ferraria, dirigente da CNA que usou da palavra no final da manifestação, resumia assim esta acção - «hoje estão aqui os verdadeiros agricultores. Os que conhecem a terra, com ela se levantam e com ela se deitam. Dizem que os agricultores receberam milhões e não os souberam aproveitar. Esta é uma afirmação que não corresponde à verdade. Estes agricultores, os verdadeiros, ouviram dizer que alguém recebeu esses milhões. Mas não fomos nós».
Criticando a política de distribuição dos subsídios, defendeu que «os apoios têm que ser entregues aos lavradores e não aos que andam nos corredores do Ministério da Agricultura atrás dele».
Referindo-se à recente reforma da PAC, António Ferraria, considerando-a globalmente má para o nosso país, reclamou a «atribuição de mais 100 mil toneladas de quota de leite», para Portugal.
O segundo orador foi Manuel Rodrigues, da Balflora – Secretariado dos Baldios de Viseu, que ali trouxe a preocupação dos produtores de gado do distrito por causa do encerramento do matadouro local.
«Este é o resultado da privatização deste tipo de serviços. Há três anos, as autoridades sanitárias exigiram obras de remodelação do matadouro, para garantir condições de higiene e salubridade. Mas a empresa privada que o gere deixou degradar as coisas a tal ponto que acabou por fechar. Isto sem qualquer respeito pela sorte de 26 mil famílias que dependem na totalidade ou em parte da produção de carne».
Albino Silva, presidente da ALDA, seria o último interveniente tendo lido o documento que em seguida seria entregue ao Director Regional da Agricultura, presente na inauguração da Feira.
A Direcção de Organização Regional de Aveiro do PCP também esteve presente no protesto tendo entregue aos organizadores uma carta de solidariedade com a luta dos agricultores.
Rostos marcados pelos muitos anos de trabalho, desfilaram também vidas dedicadas à terra a troco de magros proveitos. Gente que se levantou às quatro ou cinco da manhã e um pouco de todo o norte e centro de Portugal, de Viana a Bragança, de Viseu a Leiria, da Guarda a Coimbra, e se deslocou a Aveiro, numa já tradicional mas sempre combativa luta, para afirmar bem alto a defesa da agricultura familiar, a defesa da produção nacional, a melhoria dos rendimentos dos pequenos e médios agricultores.
António Ferraria, dirigente da CNA que usou da palavra no final da manifestação, resumia assim esta acção - «hoje estão aqui os verdadeiros agricultores. Os que conhecem a terra, com ela se levantam e com ela se deitam. Dizem que os agricultores receberam milhões e não os souberam aproveitar. Esta é uma afirmação que não corresponde à verdade. Estes agricultores, os verdadeiros, ouviram dizer que alguém recebeu esses milhões. Mas não fomos nós».
Criticando a política de distribuição dos subsídios, defendeu que «os apoios têm que ser entregues aos lavradores e não aos que andam nos corredores do Ministério da Agricultura atrás dele».
Referindo-se à recente reforma da PAC, António Ferraria, considerando-a globalmente má para o nosso país, reclamou a «atribuição de mais 100 mil toneladas de quota de leite», para Portugal.
O segundo orador foi Manuel Rodrigues, da Balflora – Secretariado dos Baldios de Viseu, que ali trouxe a preocupação dos produtores de gado do distrito por causa do encerramento do matadouro local.
«Este é o resultado da privatização deste tipo de serviços. Há três anos, as autoridades sanitárias exigiram obras de remodelação do matadouro, para garantir condições de higiene e salubridade. Mas a empresa privada que o gere deixou degradar as coisas a tal ponto que acabou por fechar. Isto sem qualquer respeito pela sorte de 26 mil famílias que dependem na totalidade ou em parte da produção de carne».
Albino Silva, presidente da ALDA, seria o último interveniente tendo lido o documento que em seguida seria entregue ao Director Regional da Agricultura, presente na inauguração da Feira.
A Direcção de Organização Regional de Aveiro do PCP também esteve presente no protesto tendo entregue aos organizadores uma carta de solidariedade com a luta dos agricultores.