EUA «chocados» com Kofi Annan
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, apelou a semana passada, na Comissão dos Direitos Humanos, às potências ocupantes no Iraque para que cumpram as convenções de Genebra. Annan disse esperar que «comece agora no Iraque uma nova era de respeito pelos direitos humanos», e instou a coligação anglo-americana a dar o exemplo, «deixando claro que actuará estritamente no âmbito da convenções de Genebra e das normas de Haia sobre o tratado de prisioneiros de guerra». O responsável da ONU pediu ainda aos invasores para «demonstrarem com acções que aceitam ser responsáveis, como potências ocupantes, pela ordem pública, pela segurança e pelo bem-estar da população».
A reacção dos EUA não se fez esperar, com o seu embaixador na ONU, Kevin E. Moley, a considerar «chocante esta chamada de atenção». Segundo a Lusa, para Moley os EUA deixaram «bem claro, não só com palavras mas também com actos, desde o primeiro dia», o seu respeito do direito internacional.
O embaixador também não gostou de ouvir Kofi Annan afirmar que «a decisão de fazer a guerra sem autorização específica do Conselho de Segurança criou divisões profundas, que têm de ser superadas», para «fazer frente de modo eficaz às sequelas no Iraque e a outros desafios internacionais».
No entender de Moley, o secretário-geral da ONU «deveria saber que os Estados Unidos tinham autorização concreta para ir para a guerra no Iraque, segundo as resoluções 678, 687 e 1441 das Nações Unidas», pelo que as suas palavras, acusou, constituem «uma enorme falsificação dos factos».
Também a chefe da delegação norte-americana, Jean Kirkpatrick, criticou a intervenção de Annan, considerando-a «uma falta muito grave».
Estas críticas, proferidas depois de Annan abandonar a sala de reuniões, tiveram como objectivo, segundo Kirkpatrick, «impedir que alguns factos fossem desvirtuados».
Bombas de fragmentação
matam crianças
Entretanto, as bombas de fragmentação usadas pelos EUA no Iraque continuam a provocar vítimas, sobretudo entre as crianças, denunciaram há dias cirurgiões da Associação francesa «La Chaine de L’espoir» (A Cadeia da Esperança), no final de uma missão de avaliação «do
caos» nos hospitais de Bagdad.
Estas bombas podem não explodir na sua totalidade depois de lançadas, rebentando as suas mini-munições quando os civis, geralmente crianças, as apanham porque as confundem com rações alimentares da mesma cor (amarelo).
A 2 de Abril, os EUA informaram ter usado uma nova versão das bombas, mais «precisas». Na altura, o ministro da Defesa britânico, Geoff Hoon, disse que estas armas têm «um papel militar perfeitamente legítimo».
Segundo a associação norte-americana Human Rights Watch as bombas de fragmentação mataram ou feriram mais de 4000 civis após a primeira guerra do Golfo, em 1991.
A reacção dos EUA não se fez esperar, com o seu embaixador na ONU, Kevin E. Moley, a considerar «chocante esta chamada de atenção». Segundo a Lusa, para Moley os EUA deixaram «bem claro, não só com palavras mas também com actos, desde o primeiro dia», o seu respeito do direito internacional.
O embaixador também não gostou de ouvir Kofi Annan afirmar que «a decisão de fazer a guerra sem autorização específica do Conselho de Segurança criou divisões profundas, que têm de ser superadas», para «fazer frente de modo eficaz às sequelas no Iraque e a outros desafios internacionais».
No entender de Moley, o secretário-geral da ONU «deveria saber que os Estados Unidos tinham autorização concreta para ir para a guerra no Iraque, segundo as resoluções 678, 687 e 1441 das Nações Unidas», pelo que as suas palavras, acusou, constituem «uma enorme falsificação dos factos».
Também a chefe da delegação norte-americana, Jean Kirkpatrick, criticou a intervenção de Annan, considerando-a «uma falta muito grave».
Estas críticas, proferidas depois de Annan abandonar a sala de reuniões, tiveram como objectivo, segundo Kirkpatrick, «impedir que alguns factos fossem desvirtuados».
Bombas de fragmentação
matam crianças
Entretanto, as bombas de fragmentação usadas pelos EUA no Iraque continuam a provocar vítimas, sobretudo entre as crianças, denunciaram há dias cirurgiões da Associação francesa «La Chaine de L’espoir» (A Cadeia da Esperança), no final de uma missão de avaliação «do
caos» nos hospitais de Bagdad.
Estas bombas podem não explodir na sua totalidade depois de lançadas, rebentando as suas mini-munições quando os civis, geralmente crianças, as apanham porque as confundem com rações alimentares da mesma cor (amarelo).
A 2 de Abril, os EUA informaram ter usado uma nova versão das bombas, mais «precisas». Na altura, o ministro da Defesa britânico, Geoff Hoon, disse que estas armas têm «um papel militar perfeitamente legítimo».
Segundo a associação norte-americana Human Rights Watch as bombas de fragmentação mataram ou feriram mais de 4000 civis após a primeira guerra do Golfo, em 1991.