
- Nº 1534 (2003/04/24)
Lisboa
Metro da Belavista sem acessos
Nacional
As entradas da estação do Metro na Belavista, freguesia de Marvila, ainda se encontram impraticáveis, apesar de quase concluídas há muito tempo. Faltam a iluminação, a regularização dos acessos e mecanismos de segurança para os utentes. Falta tudo aquilo que a empresa tinha prometido. E falta sobretudo a vontade e a dinâmica para dar uma solução ao problema que está a prejudicar e a afastar os utentes da estação. Os quinze mil residentes nos Bairros do Armador e das Flamengas sentem-se ludibriados pelo Metro e abandonados pela câmara de Lisboa, que ostensivamente ignora os moradores e os problemas com que se debatem. É uma questão que se arrasta há demasiado tempo. Os moradores desesperaram de tanto esperar e, como era previsível, reagiram bem às iniciativas do PCP de Marvila que sublinham o desagrado geral com uma concentração de protesto, afirmando que «as populações destes bairros não são de segunda» e que, por isso, «o acesso ao Metro pela Estrada da Belavista deve ser imediatamente aberto, com a dignidade que as pessoas merecem». O PCP classifica este caso como «uma situação intolerável que deve ser imediatamente corrigida».
António Augusto Pereira, presidente da Junta de Freguesia de Marvila, põe o dedo na ferida aberta há demasiado tempo e que tarda em ser sarada pela administração do Metro: «Esta é uma grande luta das populações destes bairros, pela inércia e pelo abandono a que se sentem votadas, porque entretanto já avançaram novas urbanizações sem que o problema seja resolvido. É que esta estação do Metro podia ser uma mais-valia e não o é por caturrice do Metro, que não melhora os acessos porque diz que há poucos utentes. Mas como há-de haver utentes com os acessos à estação nesta lástima, sem segurança, a atravessar matagais, sem arruamentos? As pessoas que utilizam a estação só o fazem uma vez. Não se sentem bem a atravessar um vale e até uma via rápida sem qualquer segurança, com o perigo de assaltos no descampado sem iluminação». E termina com ironia: «Ou é birra ou é miopia da administração do Metro»...
Intendente espera reabilitação prometida
A câmara de Lisboa e a junta de freguesia dos Anjos prometeram a retirada do parqueamento de camionetas de aluguer do Intendente e a recuperação do local. Mas o prazo, que era para fim de Março, passou e nada aconteceu entretanto. Da parte da CM de Lisboa nem mesmo uma explicação. Assim, a reabilitação urbana da Almirante Reis, Intendente e zonas envolventes continua a não passar de promessas não cumpridas.
Centro de Saúde dos Anjos precisa instalações
As instalações do Centro de Saúde dos Anjos são péssimas. O prédio onde se encontra foi concebido para habitação e não tem sequer condições para vir a ser adaptado para Centro de Saúde. Mas há uma solução na zona, apontada pelo PCP, e que resolveria o problema. De facto, o edifício da ex-Escola Secundária dos Anjos está devoluto. É a solução quase óptima para lá instalar o Centro de Saúde. Esta opção viria também poder resolver os problemas existentes nas Extensões do Centro de Saúde do Intendente e da Rua Damasceno Monteiro.
Bairro da Graça contra pandemónio
Uma série de anomalias estão a perturbar o dia-a-dia e a qualidade de vida na Graça. O largo principal do bairro está intransitável e o estacionamento desordenado, mercê da permanência de estruturas de tapume destinadas a uma obra da gasolineira ali existente, que foi embargada pela CML, encontrando-se parada há meses, como alerta o PCP, provocando na zona um verdadeiro pandemónio… Circula já no bairro um abaixo-assinado entre moradores e comerciantes para que o problema seja resolvido e a situação novamente regularizada, sendo que os moradores perguntam entretanto onde está o prometido parque de estacionamento (silo) da Calçada do Monte, cujo estudo está feito, segundo se afirma no texto do abaixo-assinado.
Alfama preocupada com estacionamentos
Um estudo da CML para alterar o actual regime de estacionamentos está a preocupar moradores e comerciantes de Alfama, um dos bairros mais típicos de Lisboa. A falta de clareza da proposta camarária e a incerteza quanto ao funcionamento do bairro após a instalação do novo sistema têm agitado as reuniões locais. As juntas de freguesia, cépticas, estão a acompanhar a questão.
Bairro de Santa Cruz pede contas a Santana Lopes
«O prometido é devido», dizem alguns moradores do Bairro de Santa Cruz, em Benfica, a propósito da construção da CRIL e consequente anunciada demolição de alguns edifícios para o efeito. Santana Lopes tinha prometido que tal não aconteceria, garantem. Agora, parece contradizer-se. Antes tinha prometido uma solução em túnel. Os moradores esperam uma solução consentânea com as promessas.