Trabalhistas na oposição
O dirigente do Partido Trabalhista israelita, Amram Mitzna, recusou na segunda-feira o convite do primeiro-ministro, Ariel Sharon, para formar uma nova coligação governamental.
Após o encontro, um porta-voz dos trabalhistas afirmou que Sharon expôs as bases para um acordo que não agradou a Mitzna, pelo que «agora os trabalhistas vão liderar a oposição, como já pretendiam fazer».
Os trabalhistas só admitiam participar no governo com base num programa que incluísse a retirada militar e dos colonatos judeus no espaço de um ano e a criação de um Estado Palestiniano na Faixa de Gaza e na Cisjordânia com o acordo de Israel ou, caso fracassem as negociações de paz, uma separação «unilateral».
Nas eleições de 28 de Janeiro, o Likud conseguiu 38 dos 120 lugares do Knesset (Parlamento), enquanto os trabalhistas elegeram apenas 19 deputados. A terceira força política do país, o Shinui, que está contra os privilégios de que goza a minoria religiosa ortodoxa, obteve 15 lugares.