Cresce o apoio da juventude à candidatura de João Ferreira

No sábado, 10, o candidato a Presidente da República, João Ferreira, participou num comício com jovens apoiantes, na Sociedade Filarmónica Operária Amorense (SFOA), no Seixal. Ainda não chegara a hora marcada para o início da iniciativa, as 18h00, e eram já muitos os jovens que rumavam ao local, pela rua que sobe da baía do Seixal até às instalações da colectividade.

Apresentada a iniciativa por Sofia Patrício, os jovens apoiantes da candidatura de João Ferreira assistiram à actuação da dupla de hip-hop IN3GAH. Para além de entretenimento, o momento cultural que antecedeu o comício também se apresentou como uma forma de valorizar e defender a cultura e as suas várias expressões, no momento especialmente complicado que o sector atravessa no País.

Mónica Mendonça foi a primeira a intervir naquele final de tarde. A dirigente da Juventude Comunista Portuguesa começou por afirmar a importância de um Presidente da República que leve a sério o seu compromisso de defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa (CRP), num momento em que o País vive «um período complexo e exigente» e em que «o surto epidémico expôs os problemas económicos».

Para a jovem, é necessário um Presidente que faça cumprir o direito ao trabalho e ao trabalho com direitos, o direito ao ensino público, ao ensino superior público e gratuito, à cultura, ao ambiente e qualidade de vida, à igualdade, à resistência, reunião e manifestação. Em resultado de todas essas necessidades, os jovens ali presentes somaram «a força da juventude, a força inabalável de alegria, determinação, resistência e luta» à candidatura do João Ferreira a Presidente da República.

«Esta candidatura é um momento de afirmação do futuro»

João Ferreira realizou a segunda e última intervenção da tarde, começando por saudar e agradecer a presença e o apoio de todos os presentes.

«Quando aqui há não muitos dias apresentámos esta candidatura, quisemos fazer desse momento de lançamento, um momento de afirmação de uma vontade de construir o futuro», começou por afirmar o candidato, acrescentando que os problemas vividos por todos não tinham sido ignorados. «Pelo contrário, fizemos questão de identificar todos os problemas».

Para João Ferreira, os jovens enfrentam um conjunto particular de questões, que em alguns casos são indissociáveis da dimensão pandémica atravessada pelo País, mas que na sua maioria são problemas que «vêm de trás» e que têm uma dimensão estrutural.

«Também quisemos identificar esses problemas, transportando para esta candidatura um sentimento de identificação com todos aqueles que sofrem na pele esses problemas», lembrou, concluindo que «da mesma forma, também quisemos afirmar bem alto que esta candidatura transportava consigo um sentimento de superação e um sentimento de que é possível enfrentar e vencer esses problemas».

«É bom lembrar que a CRP tem um artigo específico dedicado à juventude onde diz que os jovens devem gozar de uma protecção especial para a efectivação dos seus direitos económicos, sociais e culturais», afirmou.

«No ensino, na formação profissional, no acesso ao primeiro emprego, no trabalho, na segurança social, no acesso à habitação, na educação física e no desporto, no aproveitamento dos tempos livres», enumerou João Ferreira, exemplificando áreas onde seria importante que o Presidente da República levasse a sério o juramento que faz quando toma posse e promete defender, cumprir e fazer cumprir a CRP.

«Está nas nossas mãos levar esta candidatura a todo lado»

João Ferreira partiu do comício no Seixal com o novo apoio de dezenas de jovens. Alguns dos quais prestaram ainda um depoimento explicando o porquê do seu voto de confiança no candidato a Presidente da República apoiado pelo PCP.

Hugo Devesas, activista ambiental, apoia João Ferreira «porque é ele que defende os valores ambientais consagrados na Constituição». Já Luís Pinheiro, psicólogo e activista LGBT, justifica o seu apoio pela mais que certa luta do candidato «contra qualquer forma de discriminação». António Azevedo, dirigente da JCP, explica o apoio a João Ferreira pela importância crescente que hoje assume a existência de um Presidente da República «que defenda e faça cumprir a CRP». Mónica Mendonça, dirigente do Conselho Nacional da Juventude (em representação da JCP), realça o «direito ao associativismo» e à própria juventude.



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