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Avança a classificação da obra de José Afonso

A Direção-Geral do Património Cultural abriu o processo de classificação da obra fonográfica de José Afonso por considerar que representa «valor cultural de significado para a Nação».

Foi determinada a abertura do procedimento de classificação de um conjunto de 30 fonogramas da autoria do compositor e intérprete José Afonso, bem como 18 cópias digitais de masters de produção de um conjunto de cassetes gravadas pelo autor e de um conjunto de entrevistas.

Em 1 de Agosto, na véspera do 91.º aniversário do nascimento do músico, o Ministério da Cultura anunciou, em comunicado, a abertura do processo de classificação da obra como um «conjunto de bens móveis de interesse nacional».

Esta é a primeira vez que se inicia um processo de classificação de uma obra fonográfica, revelou o Ministério da Cultura, acrescentando que ajudará a «consolidar informação relativa à obra gravada, publicada ou não, do artista».

A decisão surgiu um ano depois de o parlamento ter aprovado um projeto de resolução do Partido Comunista Português que recomendava ao Governo a classificação da obra de José Afonso como de interesse nacional, com vista à sua reedição e divulgação.

Há um ano, também a Associação José Afonso reuniu mais de 11 mil assinaturas numa petição pública que apelava à mesma decisão.

Na altura, a família de José Afonso, detentora dos direitos da sua obra musical, manifestou apoio à classificação.


Escritores africanos na Festa do Livro da Amadora

Os escritores Mia Couto, de Moçambique, Germano Almeida, de Cabo Verde, e José Eduardo Agualusa, de Angola, vão estar em destaque na 5.ª Festa do Livro da Amadora, entre os dias 10 a 12, numa edição dedicada à literatura africana de língua portuguesa.

A edição deste ano, em formato digital e transmitida nas redes sociais, devido à pandemia de Covid-19, abrange também áreas fora do universo literário, tais como as artes plásticas, fotojornalismo, arte urbana e banda desenhada.

A Festa do Livro tem início hoje, quinta-feira, pela 18:00, com uma conversa entre o angolano José Eduardo Agualusa e a escritora luso-angolana Yara Monteiro.

No sábado, 12, às 21:30, é a vez do moçambicano Mia Couto convidar a poetisa e artista plástica Sónia Sultuane, vencedora do prémio Femina 2017 na área da literatura.

Pelo meio, haverá sessões com Maria João Lopo de Carvalho (sexta-feira, 11, às 18:00) e com o cabo-verdiano Germano Almeida, vencedor do Prémio Camões em 2018 (sábado,12, às 17:00).


IndieLisboa premeia «A Metamorfose dos Pássaros»

O filme «A Febre», da realizadora brasileira Maya Da-Rin, e a produção portuguesa «O Fim do Mundo», do luso-suíço Basil da Cunha, venceram, respetivamente, as competições internacional e nacional de longas-metragens do festival IndieLisboa.

«A Metamorfose dos Pássaros», de Catarina Vasconcelos, teve o prémio de Melhor Realização, no palmarés divulgado no sábado, 5, na sessão de encerramento das sessões competitivas, que decorreu na Culturgest.

Sobre esta primeira longa-metragem de Catarina Vasconcelos, o júri nacional destacou «a maneira muito terna e comovente» de lidar com as relações familiares, «o amor e a ausência». Estreado no Festival de Berlim, em Fevereiro, onde recebeu o Prémio da Crítica Internacional, este filme conquista o prémio de realização uma semana depois de ter vencido a competição do Festival de Pesaro, em Itália.


Documentário em Cuba sobre Eduardo Galeano

No dia 3 de Setembro, no 80.º aniversário do nascimento de Eduardo Galeano (1940-2015), estreou «Espelhos – Uma história em Havana», um documentário sobre a última visita do escritor uruguaio a Cuba.

A obra, difundida através da Internet e do canal Multivisión da televisão cubana, foi dirigida pela realizadora Esther Barroso Sosa e produzida pela Casa das Américas e pela Cubavisión Internacional.

O documentário testemunha a última visita do escritor uruguaio a Cuba, em 2012, como convidado da 53.ª edição do Prémio Literário da Casa das Américas.

Galeano é considerado um dos escritores mais influentes da esquerda latino-americana e os seus livros mais aclamados, «As Veias Abertas da América Latina» (1971) e «Memória do Fogo» (1986), foram traduzidos em duas dezenas de idiomas.



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