À boleia do vírus

Apresentando estudos sérios e denunciando com números reais as desigualdades sociais e os seus efeitos para os trabalhadores e o povo, a verdade veio acima. «Estamos todos no mesmo barco!» e «Vivemos num novo normal» são ideias peregrinas ao serviço do neoliberalismo, que aumentam a exploração e o desemprego para concentrar mais fortuna nas mãos do grande capital. Com a crise a atingir todos os trabalhadores, voltar à actividade é fundamental para garantir e recuperar direitos cuja perda está directamente encapotada pelo confinamento, teletrabalho e ensino à distância. «O vírus do medo» deu o mote a Ângelo Alves e Rui Fernandes (ambos da Comissão Política do Comité Central do PCP), Alma Rivera (deputada e membro do Comité Central) e Eugénio Rosa (economista), para debaterem desde a falta de acesso à saúde básica até à quebra do PIB nacional.

Logo na primeira posição pública tomada com base no surto epidémico, o Partido levantou a necessidade de serem tomadas medidas de prevenção, de seguir as orientações e normas da DGS e denunciou o alarmismo veiculado junto dos portugueses. As alterações produzidas reafirmam a importância do SNS universal, infelizmente ainda não gratuito, mas bem pode sê-lo se nele forem investidas as verbas encaminhadas para os privados e se vier a ser criado o laboratório nacional do medicamento, entre outros recursos, propostos pelo Partido.

«Combater a epidemia, garantir o direito à Saúde, reforçar o SNS» é palavra de ordem para a defesa da saúde pública e de qualidade, como afirmaram Jorge Pires (da Comissão Política), Paula Santos (deputada e membro do CC), Carlos Silva Santos (médico aposentado e especialista de saúde pública) e Célia Matos (enfermeira).




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