A fusão confirmou as razões pelas quais o PCP a combateu
Hospital dos Covões é necessário ao SNS

COIMBRA O PCP vai continuar a bater-se pela reversão da fusão dos Hospitais de Coimbra e pela recuperação e valorização do Hospital dos Covões, que está a ser desmantelado.

Lusa


A garantia foi reiterada em comunicado da Organização Regional de Coimbra do PCP, que assegura que, à semelhança do que aconteceu em 2016 e 2018, o Partido vai voltar a apresentar, na abertura da próxima sessão legislativa, nova iniciativa visando acabar com a concentração dos hospitais de Coimbra, a recuperação e valorização dos serviços e valências e a construção de um serviço de obstetrícia junto ao Hospital dos Covões, mais autonomia, mais investimento e valorização dos seus profissionais.

De resto, lembrando que «crescem as vozes que se afirmam na defesa do Hospital dos Covões, que se insurgem contra o seu progressivo desmantelamento, a perda de valências e de importância no contexto da resposta aos cuidados de saúde na região Centro», e que o «progressivo desmantelamento desta unidade tem responsáveis», o PCP espera que o amplo consenso público que se tem verificado em torno desta matéria «tenha tradução na votação na Assembleia da República».

Os comunistas recordam, igualmente, que «a fusão confirmou as razões pelas quais o PCP a combateu: sobrecarregou serviços, encerrou unidades de saúde, desmantelou valências, desestruturou equipas e foi acompanhada com a instalação de várias unidades hospitalares privadas».

Lutar

«Em declarações recentes na Comissão Parlamentar de Saúde, a ministra Marta Temido confirmou aquilo que o PCP afirma desde o início do processo: a ausência de estudos técnicos prévios ou auscultação dos profissionais e serviços envolvidos. Portanto, sem estudos técnicos foram sendo retirados do Hospital dos Covões, que abrangia cerca de 800 mil utentes, serviços tão nucleares como os de Gastrenterologia, Neurologia, Neurocirurgia, Urologia, Otorrinolaringologia, Oftalmologia e outros», insiste a DORC, que nota, por outro lado, que se «o Hospital dos Covões foi esvaziado, os HUC ficaram sobrecarregados».

«Quem pensou que finalmente seria reconhecida a importância deste hospital, rapidamente verificou que os planos de desvalorização continuam e aprofundam-se», acrescenta ainda a DORC, reportando-se à importância assumida pela unidade dos Covões na resposta ao surto epidémico e à «anunciada intenção de desvalorização das urgências».

Neste sentido, «o PCP continuará a promover audições e contactos com entidades e estruturas ligadas ao sector» e «desenvolverá uma campanha pública que procurará mobilizar a população na defesa do Hospital dos Covões», conclui-se.




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