Plenário em Almada valoriza trabalho da CDU

Mais de duas centenas de pessoas participaram, sábado, 25 de Julho, no Plenário Regional de Eleitos e Quadros da CDU da Região de Setúbal, que se realizou na Academia Almadense. Os mais de 20 oradores versaram matérias que preocupam os trabalhadores e as populações, tendo ainda sido valorizado o trabalho desenvolvido pelos municípios e freguesias de presidência CDU.

Do retrato feito às autarquias presididas pelo PS, Almada esteve em destaque, quer pelo crime ambiental perpetrado na praia do Fonte da Telha, quer por exemplos de uma gestão danosa que levou, entre outras situações, ao atraso no pagamento dos vencimentos dos trabalhadores da empresa municipal ECALMA/WEMOB e à incapacidade generalizada de concretizar investimento.

Para além do «vírus» epidémico e da exploração, que usa a crise sanitária em seu proveito, no Plenário Regional abordaram-se temas como a descentralização de competências, que mais não é do que a desresponsabilização do Estado e a transferência de encargos para as autarquias, e a insistência do Governo em manter a opção pelo Montijo para a construção do novo aeroporto de Lisboa, desvalorizando os impactos que esta infra-estrutura terá para a região e para as populações.

Em debate esteve também a regionalização, elemento basilar de planeamento estratégico de autonomia do Poder Local para um efectivo desenvolvimento territorial e no esbatimento das assimetrias e desigualdades regionais, bem como a defesa da gestão pública da água, um direito indelével das populações, essencial à vida e a todos os sectores produtivos, pelo qual os eleitos da CDU na Península de Setúbal se têm batido, assumindo um papel preponderante e de resistência à estratégia de privatização da água dos governos PSD, CDS e PS, como é o caso da Simarsul.

Assimetrias
Destacada foi igualmente a necessidade de canalizar equitativamente os fundos europeus entre as várias regiões do País, atendendo a que actualmente a região de Setúbal é penalizada em relação aos restantes municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML), o que se traduz em assimetrias, não só na AML, mas também a nível nacional. Esta situação coloca em causa as imensas potencialidades da região de Setúbal: industriais, agrícolas e de qualificação profissional.

Associativismo como escola de democracia e de desenvolvimento humano; recuperação das freguesias extintas; conquista do Passe Intermodal; defesa do Serviço Nacional de Saúde; gestão municipal; Serviços Públicos, preencheram as restantes intervenções.

A terminar, Margarida Botelho, da Comissão Política do CC e responsável pela Direcção da Organização Regional de Setúbal (DORS) do PCP, reclamou o aumento do salário mínimo nacional e das pensões como forma de crescimento e recuperação económica. Valorizou, também, o papel fulcral da CDU no garante dos direitos das populações à saúde, à cultura, ao lazer, à educação e ao combate às políticas de aproveitamento do grande capital, a que temos assistido no actual contexto pandémico, com a perda de direitos individuais e colectivos.

 



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