Há 800 milhões de anos – Chuva de meteoritos

É hoje aceite que a extinção dos dinossauros se deve ao impacto com a Terra, há cerca de 65 milhões de anos, de um meteorito de mais de 10 Km de diâmetro, na península de Yucatán, no México, que deu origem à craterade Chicxulub. Para se ter uma noção da força do embate basta dizer que o choque foi equivalente a um milhão de bombas atómicas, provocou uma intensificação da actividade sísmica no planeta, incluindo submarina, e profundas alterações climáticas. Segundo os cientistas, a «biodiversidade e a assinatura química do oceano demoraram cerca de meio milhão de anos a recuperar». Investigadores da Universidade de Osaka, Japão, acabam de anunciar que este incidente foi um quase nada comparado ao ocorrido há cerca de 800 milhões de anos, quando a Terra foi literalmente bombardeada por uma chuva de meteoritos: entre 30 a 60 vezes mais do que o impacto que fez desaparecer os dinossauros. A conclusão resulta do estudo de dados recolhidos pela missão lunar japonesa Kaguya/Selene: a Lua foi igualmente «bombardeada» e formaram-se crateras, melhor preservadas do que as da Terra. Pelo menos oito «nasceram» antes do Criogeniano (do grego cryos «frio» e genesis «nascimento»), período geológico situado entre 850 milhões e 635 milhões de anos.




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