Aconteu
Morre o criador do urso Misha, mascote das Olimpíadas de Moscovo

Um dia depois da Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Verão de 1980 celebrar 40 anos, Victor Alexandrovich Chizhikov, o criador do urso Misha – a mascote olímpica – faleceu aos 84 anos.

O artista ilustrou mais de 100 livros infantis, marcou várias gerações que cresceram com os seus desenhos e conquistou o afecto, não só dos atletas olímpicos que participaram na competição de 1980 mas também de largos milhões de espectadores espalhados por todo o mundo. A célebre imagem dos painéis do urso Misha com lágrimas a escorrerem-lhe pelo rosto continua a ser um dos momentos mais icónicos do Jogos Olímpicos.

Os Jogos Olímpicos de Verão de 1980 foram realizados em Moscovo, na União Soviética, entre 19 de Julho e 3 de Agosto do mesmo ano que dá nome àquela edição da competição olímpica.


MNAA inaugura itinerário de antigas representações botânicas

O Museu Nacional de Arte Antiga inaugurou na sexta-feira passada, dia 24, «Um Itinerário pela Iconografia Botânica». Uma nova exposição que promete levar os visitantes do museu, localizado em Lisboa, a uma viagem no passado através de algumas das representações de espécies botânicas mais antigas em Portugal e no mundo.

O circuito apresentado, bem como no livro que o acompanha e o comenta, percorre os três pisos do museu ao longo de quase 100 espécies vegetais. Ao mesmo tempo são descodificadas as possíveis narrativas que acompanhariam as obras de pintura, tapeçaria e cerâmica.

No percurso, o destaque é dado às representações da meloa e do cravo-túnico que residem no MNAA e que são algumas das primeiras representações destas espécies na arte ocidental.


Longas-metragens em destaque nacional e internacional

O filme «Longa Noite» do realizador galego Eloy Enriso foi eleito o vencedor da segunda edição do Festival Internacional de Cinema e Literatura de Olhão, que terminou no dia 21.

O filme vencedor, que já tinha aberto a edição de 2019 do festival DocLisboa, toma como material de base textos literários e ensaios que abordam as marcas deixadas pela Guerra Civil e pela «longa noite» franquista na sociedade espanhola.

De acordo com o júri, o filme destacou-se entre as obras a concurso pelo «assumido posicionamento ético acerca da obscuridade do regime» fascista de Franco.

No sul de França, no 31.º Festival Internacional de Marselha, o filme «A dança do cipreste», de Mariana Caló e Francisco Queimadela, teve estreia mundial no dia 22.

A obra cinematográfica dos portugueses está entre as 17 escolhidas para a competição internacional dedicada ao documentário.


Estudo português comprova o domínio do fogo há 400 mil anos

Um estudo liderado pelo paleo-antropólogo João Zilhão concluiu que as populações humanas da Península Ibérica já dominavam as tecnologias que permitiam controlar o uso do fogo há 400 mil anos.

O estudo publicado na revista científica Scientific Reports tem como base as escavações arqueológicas realizadas na Gruta da Aroeira, em Torres Novas, e foi conduzido por uma equipa de investigadores do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa.

As escavações, que já em 2017 revelaram o fóssil humano – um crânio – mais antigo de Portugal, com 400 mil anos, acabaram por também permitir a descoberta de vestígios de acção do fogo, como restos de ossos queimados e carvões.


Fogos em Oleiros mobilizam mais de 800 operacionais

O concelho de Oleiros, Castelo Branco, assistiu à irrupção de um incêndio no sábado, dia 25, pelas 15h31. Chamas que só foram dominadas na segunda-feira, dia 27, por volta das 8 horas.

O fogo que se manteve activo durante três dias chegou a mobilizar, na sua fase mais aguda, 868 operacionais, 274 viaturas e sete meios aéreos. Antes de serem contidas, as chamas ainda alastraram aos concelhos de Proença-a-Nova e Sertã.

Segundo o Comandante Operacional do Agrupamento Distrital do Centro Sul da Protecção Civil, Luís Belo Costa, a área ardida naqueles concelhos rondará os seis mil hectares, número que ainda requer confirmação.

Nota: Na primeira página da última edição do Avante! é publicada a imagem de uma litografia, que por lapso, não indica o nome da obra – «Mondadeiras de Arroz» – nem o autor, Cipriano Dourado. Pela omissão pedimos desculpa aos nossos leitores.



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