- Edição Nº2435  -  30-7-2020

Jovens afirmam um Partido de sonho, de projecto e de juventude no AGIT’atalaia

CONFRATERNIZAÇÃO Uma centena de jovens, de Norte a Sul do País, rumou à Quinta da Atalaia nos dias 24, 25 e 26, para participar no AGIT’atalaia. Três dias em que muitos jovens viveram, experienciaram e afirmaram os valores progressistas que caracterizam os jovens comunistas portugueses.

O evento que toma o nome do jornal do jovens comunistas – o AGIT – e que foi organizado pela Juventude Comunista Portuguesa regressou para mais um ano à Quinta da Atalaia. Dos três dias repletos de iniciativas e aprendizagens, resultou uma intensa troca de experiências para os jovens que prometeram lá voltar, para outros momentos de camaradagem e de trabalho ou mesmo para a 44.º edição da Festa do Avante!.

O tempo favorável e o calor que se fez sentir na freguesia da Amora, Seixal, complementou o bom humor que também lá chegou à boleia dos mais novos. Foi ainda no final da tarde de quinta-feira, dia 23, que começaram chegar à Atalaia os participantes daquele evento. Depois de montadas as tendas, a conversa posta em dia e de toda a gente instalada ao ritmo de cada um, os jovens começaram a encaminhar-se para a recepção ao campista, onde jantaram. Sem descuido das regras sanitárias aconselhadas, puderam ainda usufruir de um momento de convívio que contou com bastante animação, música e alegria.

O dia seguinte começou cedo para todos aqueles que quiseram aproveitar um dia de praia em Sesimbra. O sol, o mar e o companheirismo dos amigos e militantes comunistas juntaram-se numa receita infalível para um dia de descanso, bem merecido por aqueles que durante o resto do ano dão a cara na linha da frente da luta, nas suas escolas, faculdades e nos seus locais de trabalho.

Com a chegada, em segurança, à Festa e com o jantar terminado, deu-se lugar a um momento de discussão. O Centenário do PCP foi o tema geral de um debate que contou com a participação de Albano Nunes,membro da Comissão Central de Controlo do PCP. Depois do papel dos comunistas na história do País ser sobejamente discutido, a conversa entre a plateia e o dirigente comunista logo se ramificou por outros tópicos também relevantes à juventude portuguesa.

O final da noite contou de novo com um convívio preparado por alguns dos participantes do AGIT’atalaia que, desta vez, foi dedicado à música latino-americana.

No sábado, o dia começou igualmente cedo. Todos os jovens tiveram a oportunidade de participar na construção da Festa do Avante!. Desde a edificação da Cidade da Juventude – um espaço que é anualmente erguido pelos jovens e que durante a Festa lhes é dedicado – até à limpeza e manutenção dos terrenos da Quinta da Atalaia e da Quinta do Cabo.

Depois de terminada a jornada de trabalho, os jovens encaminharam-se para o polidesportivo – espaço que no primeiro fim-de-semana de Setembro recebe uma grande parte das demonstrações das mais de 40 modalidades desportivas presentes na Festa do Avante!. Lá, defendendo também o direito fundamental à prática desportiva, os jovens organizaram-se em várias equipas e tomaram parte num torneio de futebol. Com o vencedor sagrado, todos puderam usufruir de um churrasco.

Impulsionados pelo espírito de militância, traço característico dos jovens comunistas portugueses, a manhã de domingo foi de novo dedicada ao trabalho na edificação da Festa do Avante!. O dia contaria ainda com uma demonstração de como dançar a «Carvalhesa» cumprindo o distanciamento social e com um último almoço em conjunto.

Um Partido para resistir e avançar

Coube a Afonso Sabença, dirigente da JCP, apresentar o debate de sexta-feira. Na sua intervenção começou porafirmaraos presentes que ao longo dos últimos 100 anos, com um «compromisso inequívoco com os trabalhadores, o povo e a juventude portuguesa» sempre presente, nunca houve «nenhuma transformação social, nenhum avanço ou conquista dos trabalhadores e do povo português» que não estivesse «directa ou indirectamente associada à iniciativa, à luta, à acção e à intervenção do PCP».

Afonso Sabença também lembrou que o PCP é «um partido, que pela JCP, está todos os dias à porta das escolas e dos locais de trabalho». «Um Partido que pelo ideal transformador e pelo projecto de sociedade que carrega, pelo combate que faz à política de direita, pela defesa intransigente dos trabalhadores e do povo, pelo seu horizonte de construção do socialismo e do comunismo no nosso País, é alvo de uma tremenda ofensiva», afirmou o jovem dirigente, acrescentando ainda que essa ofensiva tem «na juventude o seu objectivo prioritário».

Ao concluir, Afonso Sabença apontou que ao longo dos últimos 100 anos, o PCP provou «que não é um Partido apenas para resistir, mas também para avançar – o Partido do sonho, do projecto e da juventude».

Albano Nunes foi o orador convidado para o debate daquela noite. Ao longo da sua intervenção destacou vários momentos, da história do PCP, seguidos atentamente pelos comunistas. No final da mesma ainda respondeu a várias questões que lhe foram endereçadas pelos membros da plateia.

O dirigente começou por saudar a iniciativa do AGIT’atalaia e por afirmar que a mesma comprova que é real a possibilidade de realizar uma grande Festa, ao mesmo tempo que oferece «uma resposta firme e contundente às campanhas que são desencadeadas contra o PCP». «Essas mesmas campanhas», destacou Albano Nunes, «não visam apenas os comunistas, mas sim a classe operária e os trabalhadores, a sua desmobilização», e procuram ainda «colocar entre parêntesis a luta da classes».

«O nosso Partido tem de combater, não apenas em palavras, mas por actos concretos e corajosos, como fez com o 25 de Abril, com o 1.º de Maio e fará agora com a Festa do Avante!», acrescentou.

Antes de terminar, Albano Nunes ainda deixou algumas sugestões de leitura para os jovens militantes. Livros como «O Partido com Paredes de Vidro» ou «Radicalismo Pequeno Burguês de Fachada Socialista», que para além de ferramentas de combate ideológico, devem também fazer parte da formação de qualquer jovem comunista.