Breves
Faltam profissionais

Em Albergaria-a-Velha a população continua a não conseguir marcar uma consulta no Centro de Saúde. A situação pandémica é para a Comissão Concelhia do PCP uma desculpa, dado que no concelho não existe qualquer caso de COVID-19 há dois meses.

A verdade é que continuam a faltar profissionais de saúde e administrativos em número suficiente para que os serviços funcionem em pleno, situação que se arrasta.

«O PCP já questionou a Ministra da Saúde, que em resposta informou que estavam a seguir as orientações da Direcção-Geral da Saúde», detalha-se ainda no texto. Contudo, os comunistas albergarienses notam «os casos crónicos que carecem de acompanhamento sistemático e não estão a ser tratados».

Sem solução à vista, denuncia ainda o Partido, continua a requalificação daquela unidade de saúde, que há cerca de nove meses esteve encerrada devido à infiltração de água da chuva.


Investir no SNS

Em reunião realizada com o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), a pedido do PCP e na qual participou o deputado eleito pelo distrito de Santarém António Filipe, o Partido valorizou «a disponibilidade e dedicação das centenas de profissionais de saúde envolvidos» no combate à COVID-19, mas não deixou de salientar que se torna evidente «a necessidade de maior investimento do Governo no Serviço Nacional de Saúde, «não apenas para conter e prevenir possíveis aumentos do número de infetados [com o novo coronavírus], mas também para dar resposta a milhares de cirurgias e outros actos clínicos programados, que continuam em atraso».

No encontro, a gestão do CHMT fez um balanço da resposta dada no actual contexto pandémico, destacando-se a indicação de duas enfermarias na unidade de Abrantes para o tratamento do SARSCoV-2 e a capacitação para efectuar até 1500 testes convencionais e mais de 100 testes rápidos.


Regionalização

«O processo de eleição indirecta dos presidentes das CCDR insere-se numa estratégia a que, ao longo dos anos, vários governos se têm socorrido para iludir o incumprimento do que a Constituição da República consagra quanto à criação de Regiões Administrativas», acusa a Direcção da Organização Regional de Castelo Branco do PCP, que lembrando que «as CCDR não são nem podem ser uma autarquia porquanto constituem meras estruturas da Administração Central», e, assim, «não se pode pretender fazer crer que a “eleição” da sua direcção lhe alteraria a natureza e lhe conferiria legitimidade democrática», reitera que «aquilo que se exige e que é necessário para o desenvolvimento e a eliminação das assimetrias regionais, é a criação das regiões administrativas, cujos órgãos sejam eleitos directamente pela população, promovendo o aprofundamento da participação popular e democrática».


Rui Morais mente

«Não só o PCP votou contra o aumento da taxa de gestão de resíduos, como essa proposta acabou por ser rejeitada no plenário da Assembleia da República», esclarece a Comissão Concelhia de Braga do PCP, que acusa o presidente do Conselho de Administração da AGERE de ter faltado à verdade quando acusou o Partido de ser um dos responsáveis pela duplicação da referida taxa, representando «um aumento na ordem dos 10 por cento no tarifário aplicado aos bracarenses».

A invectiva de Rui Morais aconteceu na última reunião de Câmara a propósito da discussão das contas daquela empresa municipal, mas este «esqueceu-se» que a duplicação da taxa de gestão de resíduos foi iniciativa do PAN, tendo merecido a rejeição do PCP quer em comissão especializada de Orçamento e Finanças, onde acabou aprovada com os votos favoráveis do PAN, PS, BE, IL e CH, quer em plenário, onde foi rejeitada porque o PS mudou o seu sentido de voto, esclarece-se.


OVAR
Atropelos na Yasaki Saltano

Os trabalhadores da Yasaki Saltano estão a ser coagidos a aceitar o regime de laboração contínua e o horário concentrado de 12 horas de trabalho diárias, jornada que a empresa pretende que aqueles aceitem por acréscimos de remuneração fora do intervalo estipulado por lei para os subsídios de turno permanente, como é o caso, denuncia o PCP.

Em comunicado, a Comissão Concelhia de Ovar do PCP refere que «o clima de coacção e chantagem é evidente, dado que a empresa apresentou a proposta no dia 16 de Julho e exigia uma resposta até ao dia 24 de Julho, afirmando que, com ou sem o acordo dos trabalhadores, iria aplicar a medida a 1 de Setembro de 2020».

«O PCP lembra que a Yazaki Saltano acumulou, ao longo de décadas, dezenas de milhões de euros de lucros à custa do esforço dos seus trabalhadores, mas também ao abrigo de ajudas públicas, nacionais e comunitárias». Os comunistas ovarenses garantem, também, que «não darão descanso a práticas de desrespeito e violação de direitos nos locais de trabalho, de ameaça, pressão directa e indirecta, chantagem, violência psicológica e repressão sobre os trabalhadores como forma de reforço do poder do patronato e de fragilização da acção reivindicativa».

O Partido assegura igualmente aos trabalhadores da Yasaki Saltano, que «não deixará de acompanhar esta situação», e apela à «união e à recusa deste regime de laboração», insistindo que «poderão contar sempre com o PCP na luta pelas suas justas reivindicações».

No texto, informa-se que o PCP já começou a intervir na defesa dos direitos laborais naquela empresa, designadamente questionando o Governo e exigindo uma resposta rápida da tutela.


CARTAXO
Manter a Fleximol

O PCP reclama «um plano de recuperação» para a Fleximol, empresa sediada no Cartaxo recentemente declarada insolvente. A Comissão Concelhia do Cartaxo do PCP recorda que esta unidade industrial é uma referência na produção de suspensões de veículos automóveis e que já foi o maior empregador do concelho.

«O aumento do desemprego no concelho, nos últimos meses, tem sido na ordem das centenas, provocando um substancial agravamento nas condições de vida da população e na actividade económica», pelo que, acrescenta o Partido, «quer pelo número de trabalhadores que emprega [cerca de uma centena], quer pelo vasto número de postos de trabalho indirectos que gera», a Fleximol assume um papel que não pode ser ignorado.

«No momento em que o governo PS promete apostar na reindustrialização do País, a reversão desta insolvência seria uma importante oportunidade para concretizar essa declarada vontade», conclui-se.