- Edição Nº2430  -  25-6-2020

Vitória sobre o nazi-fascismo provou que é sempre possível resistir e vencer

VERDADE «Por muito que o sistema dominante tente promover perigosas campanhas de branqueamento do fascismo, os comunistas estiveram na vanguarda da resistência antifascista», reafirma o PCP.

O sublinhado foi feito em nota do gabinete de imprensa do Partido, divulgada segunda-feira, quando se assinalaram 79 anos sobre o início da guerra contra a URSS por parte da Alemanha nazi.

No ano em que também se assinalam 75 anos da vitória sobre o nazi-fascismo, o PCP recorda, por isso, que, com o ataque lançado na madrugada de 22 de Junho de 1941, «abria-se a principal frente da Segunda Guerra Mundial, aquela em que se decidiria o destino da mais sangrenta guerra da história e a derrota da Alemanha fascista».

«O ataque à União Soviética pelas hordas de Hitler confirmava os objectivos estratégicos do expansionismo nazi, elemento inseparável do anticomunismo militante das potências do Eixo – Alemanha, Itália e Japão – congregadas na aliança fascista Anti-Komintern», e «cumpriam-se os desígnios da política de conivência com o avanço do fascismo por parte das classes dirigentes das grandes potências capitalistas (França, Reino Unido e Estados Unidos da América), visando empurrar o militarismo e expansionismo nazis contra a URSS». Só «assim se compreende a rejeição de Londres e Paris às contínuas propostas de Moscovo de formação de uma “coligação” anti-nazi», um «trajecto histórico de apoios velados e activa cumplicidade» que teve antecedentes na «infame partição da Checoslováquia no Pacto de Munique», na hipócrita «”política de neutralidade” na guerra civil de Espanha ou na vergonhosa claudicação perante a anexação da Áustria pela Alemanha fascista», realça ainda o PCP

Resistência heróica

No comunicado, os comunistas portugueses frisam, igualmente, que «desde os primeiros dias do ataque à URSS, as tropas nazis enfrentaram uma encarniçada resistência». Neste contexto, «para os povos da URSS, os 1418 dias da Grande Guerra Patriótica (1941-1945) constituíram uma saga imorredoura, comprovando a superioridade do jovem sistema socialista saído do triunfo da Revolução de Outubro de 1917, tanto na frente militar, como na rectaguarda, assegurando a organização e funcionamento da economia, da produção industrial e das tarefas produtivas no seu todo, pelo que, «contrariando insistentes campanhas de falsificação e reescrita da História, é oportuno voltar a recordar que a coluna vertebral da máquina de guerra nazi foi quebrada e destroçada pelas tropas soviéticas».

«Por muito que o sistema dominante tente hoje promover perigosas campanhas de branqueamento do fascismo, a verdade é que em todas as principais frentes de batalha da Segunda Guerra Mundial, da Europa à Ásia, os comunistas estiveram na vanguarda da resistência antifascista e deram o seu contributo decisivo para a Vitória».

«A Vitória de 1945 contra o nazi-fascismo, alcançada à custa de incomensuráveis sacrifícios, demonstrou que, mesmo perante adversidades e poderosos inimigos, é possível resistir e vencer», insiste o Partido, para quem, «num tempo de incertezas, marcado pelas consequências do aprofundamento das contradições e crise estrutural do capitalismo – cuja incidência o actual surto epidémico veio agravar –, em que assoma perigosamente o ressurgimento da ameaça do fascismo e da guerra, é mais necessária a defesa da verdade e a clara rejeição da sua adulteração».

Lições actuais

O PCP considera, além do mais, que se impõe «retirar as lições da história na luta presente contra o imperialismo e a guerra, desmascarando a agenda obscura das forças reaccionárias e neofascistas engendradas pelo grande capital», e afirmar «a luta pela liberdade, a democracia, a soberania e a paz». Designadamente rejeitando «firmemente as tentativas de grosseira falsificação da História da Segunda Guerra Mundial e seus objectivos, que servem para caucionar a acção dos sectores mais agressivos do imperialismo e branquear os atrozes crimes do fascismo», prossegue o PCP, que conclui reafirmando «o seu compromisso de sempre com os trabalhadores e o povo português, com os ideais da liberdade, da democracia, do progresso social, do socialismo, da paz, a que dedicou os seus quase cem anos de vida», bem como «a sua confiança em que a unidade e a luta das forças antifascistas e anti-imperialistas do mundo derrotará as inquietantes ameaças contra a liberdade, o progresso social e a paz que pairam sobre a Humanidade».