1939 – Nasce Marvel Luz Moreno

«Com uma profunda consciência do feminino – nunca militou nem declarou ser feminista – Marvel Moreno explora o sistema patriarcal e os modelos viciados, perversos e decadentes que dele se desprendem (machismo, homofobia, prostituição, violência de génereo, etc.) como demonstração de que um mundo regido pelas relações de poder é um mundo sem amor». As palavras de Fabio Rodríguez Amaya, editor de Moreno e professor de literatura da Universidade de Bérgamo, traçam o retrato da pioneira e influente escritora colombiana que a Colômbia só reconheceu há pouco menos de uma década. Nascida em Barranquilla, Marvel escapou à educação tradicional graças ao pai, advogado e activista social, com quem aprendeu literatura, música e a ter um pensamento progressista. Expulsa de um colégio de freiras por defender as teorias evolucionistas de Darwin, foi a primeira mulher a frequentar a faculdade de Economia da Universidade do Atlântico. Passou os últimos 30 anos de vida na Europa e publicou dois livros de contos e um romance: «En diciembre llegaban las brisas» (1987). Morreu na pobreza em 1995. Ignorada pelos media, censurada pela cultura oficial do regime, alvo da arrogância de compatriotas, Marvel só no século XXI foi reconhecida como figura cimeira da literatura latino-americana.



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