Aconteu
Dois terços do continente são área agrícola e florestal

Com a época dos incêndios rurais a aproximar-se, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou o seu relatório sobre classes de uso e ocupação do solo, no qual estima que cerca de dois terços do território de Portugal continental são terrenos agrícolas ou florestais. Por regiões, o Centro e o Norte apresentam maiores superfícies proporcionais de floresta e solos agrícolas, respectivamente, mas as áreas agrícolas eram também muito significativas na Área Metropolitana de Lisboa e no Alentejo, considerando o território total destas.

No documento divulgado a semana passada, o INE detalha, ainda, que a Área Metropolitana de Lisboa destacou-se igualmente pela maior proporção de área de territórios artificializados e de massas de água superficiais, ao passo que o Alentejo apresentou a maior proporção de superfícies agroflorestais e áreas de pastagens, enquanto o Algarve assinalou a maior extensão de área de matos.


Metade das crianças sob violências

Um relatório conjunto de várias agências das Nações Unidas concluiu que metade das crianças do mundo sofre, todos os anos, algum tipo de violência física, sexual ou psicológica. A estimativa brutal, que se suporta em dados de 155 países, foi divulgada a semana passada e indica, ainda, que embora a esmagadora maioria das nações tenham legislação destinada a proteger os menores, em mais de metade daquelas as normas não passam de letra morta, faltando dinheiro e estruturas capazes de as aplicar. Só em um quinto do total dos países analisados, o financiamento e as unidades existentes são suficientes para alcançar as metas de combate à violência sobre crianças, acrescenta-se.

No documento, calcula-se também que três quartos das crianças entre os 2 e os 4 anos sejam regularmente sujeitas a castigos físicos ou violência psicológica às mãos dos seus pais ou cuidadores, e que um quarto das crianças com menos de 5 anos viva com uma mãe sujeita a violência doméstica. A violência sexual, por outro lado, atinge sobretudo meninas e raparigas com menos de 20 anos, calculando-se que cerca de 120 milhões tenham já sido vítimas de um qualquer tipo de contacto forçado.


Edmar Oliveira homenageado

Antigo presidente da extinta Junta de Freguesia de Monserrate, em Viana do Castelo, de 1982 a 1997, ex-soldador nos estaleiros navais da cidade, Edmar Oliveira, militante do PCP falecido em Fevereiro último, foi a semana passada homenageado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo.

No âmbito das comemorações dos 762 anos da atribuição do foral à vila, a autarquia vianense entendeu prestar um justo tributo ao comunista atribuindo o seu nome a um pavilhão da VianaFestas, na Praia Norte, em reconhecimento do seu empenho cidadão, generoso, não apenas como autarca mas também como promotor e divulgador das Festas da Senhora da Agonia e de outras celebrações de cariz popular no concelho.


Faleceu a actriz Madalena Pestana

Membro do elenco fundador de A Comuna – Teatro de Pesquisa, a actriz Madalena Pestana morreu na segunda-feira, 15, aos 70 anos, apurou a Lusa junto da família.

Natural de Sintra, Madalena Pestana foi uma das protagonistas do teatro independente no nosso País, sobretudo ao longo de toda a década de 70 do século passado.

A sua estreia no papel de «Antígona», espectáculo inaugural do grupo Primeiro Acto, com encenação de Armando Caldas e música de cena de Jorge Peixinho, em 1969, foi amplamente elogiada por autores como José Cardoso Pires ou Alves Redol, tendo Madalena Pestana ficado a ser conhecida como a «actriz-força da natureza».

Para além da companhia de teatro de pesquisa A Comuna, onde representou textos colectivos originais, adaptados a partir de autores como Bertolt Brecht, Gil Vicente, Antero de Quental, Vinicius de Moraes e Mário Dionísio, ou que partiram de leituras da Bíblia e do Corão, Madalena Pestana colaborou com outros projectos, como o Grupo 4 – Sociedade de Actores.


Mário de Carvalho premiado

A Associação Portuguesa de Escritores atribuiu a Mário de Carvalho o Grande Prémio da Crónica e Dispersos Literários. Em comunicado, a APE detalhou que o galardão foi atribuído ao escritor pelo livro «O que eu ouvi na barrica das maçãs», tendo o júri considerado unanimemente que a obra apresenta a «plena conjugação com a linha característica do género da crónica na tradição literária portuguesa».

O Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários, instituído pela APEcom o patrocínio da Câmara Municipal de Loulé, tem um valor pecuniário de 12 mil euros para o autor. Em anteriores edições, a distinção foi atribuída a autores como José Tolentino Mendonça, Rui Cardoso Martins, Mário Cláudio e Pedro Mexia.



Resumo da Semana
Frases