«A intervenção do PCP e a luta de massas são decisivas»
CONFIANÇA E LUTA PARA UMA VIDA MELHOR

Os impactos no plano económico e social da epidemia continuam a reclamar medidas e respostas de natureza urgente pelas quais o PCP se tem batido para assegurar a defesa dos salários a 100%, do emprego e dos direitos, combatendo o aproveitamento que o grande capital procura fazer da situação actual. Foi nesse sentido que o PCP apresentou cerca de meia centena de iniciativas legislativas no sentido de contrariar e, se possível, inverter muitas das orientações e medidas que constam da proposta de Orçamento Suplementar apresentado pelo Governo na AR, entre outras, sobre proibição dos despedimentos (incluindo a reintegração de todos os que perderam o posto de trabalho), garantia do pagamento dos salários na totalidade, melhoria das condições de acesso ao subsídio de desemprego, apoio extraordinário de protecção social a trabalhadores sem acesso a outros mecanismos, no valor de 438 euros, acréscimo de 20% sobre o valor base de remuneração para os trabalhadores a desempenhar funções essenciais (designadamente no SNS), redução no valor das mensalidades das creches, reforço do SNS, apoio extraordinário ao rendimento dos micro empresários e empresários em nome individual (438 euros).

É também nesse sentido que o PCP desenvolve a sua acção, exigindo respostas aos diversos problemas com que os trabalhadores se vêem confrontados com a intensificação da exploração pelo grande patronato.

Foi esse o sentido das iniciativas realizadas pelo PCP, nomeadamente a sessão pública «nem um direito a menos, confiança e luta para uma vida melhor», em Portel, ou o debate no âmbito das comemorações do centenário do PCP na Baixa da Banheira, sobre o tema «o PCP, a organização, a unidade e a luta dos trabalhadores», ambas com a participação de Jerónimo de Sousa.

Sobre o debate na Baixa da Banheira, tratando-se de um ciclo de 16 debates centrais, a realizar no âmbito das comemorações do centenário do PCP, é justo assinalar o facto significativo de este ciclo se iniciar exactamente pelo tema que vai ao encontro daquele que é o primeiro traço da identidade do PCP – a sua natureza de classe, como Partido da classe operária e de todos os trabalhadores e ao qual se mantém fiel na definição da sua orientação e na sua acção e intervenção prática.

Foi isso mesmo que o Secretário-geral do PCP sublinhou na sua intervenção ao afirmar: «constituído como forma superior de organização e luta, por vontade expressa dos trabalhadores portugueses, o PCP é esse Partido concebido para defender, sempre com os trabalhadores, com o povo, os seus justos interesses, direitos e aspirações, contribuindo para a sua organização, a sua unidade e o desenvolvimento e êxito das suas lutas. Assim foi nos últimos cem anos, no decorrer dos quais assumiu todos os combates contra a exploração, a opressão e as desigualdades, tomando em mãos, como nenhum outro, a frente de combate pela conquista dos seus direitos políticos, laborais, sociais e culturais».

E, como também foi sublinhado, hoje como ontem, os trabalhadores precisam do PCP como elemento superior da sua organização nas empresas, nos locais de trabalho e no País, e o PCP precisa dos trabalhadores. Precisa de revigorar e aprofundar continuamente as suas raízes com acção, organização e estudo atento e rigoroso das suas condições de vida e de trabalho, interpretando e dando expressão aos seus problemas e aspirações, à sua luta e à luta das suas organizações, que são a razão de ser da sua existência.

Luta que o PCP continua a travar na actualidade, com determinação e confiança, pelos direitos e pela alternativa patriótica e de esquerda, centrada na valorização do trabalho e dos trabalhadores e voltada para o desenvolvimento soberano do País.

É também neste sentido que se desenvolve a luta de massas de que é importante expressão por estes dias a semana nacional de luta promovida pela CGTP-IN iniciada na passada segunda-feira e em que se integra a realização hoje, em Lisboa, do plenário de sindicatos da frente comum da Administração Pública e a concentração de trabalhadores pelas 16 horas no Rossio, donde partirá umdesfile/manifestação em direcção à Praça do Município. No mesmo sentido se desenvolvem pelo País processos de luta em torno da acção reivindicativa em numerosas empresas, locais de trabalho e sectores. É também esse o sentido da luta das populações em defesa dos serviços públicos, nomeadamente do Serviço Nacional de Saúde e por melhores transportes públicos.

Importa, pois, reforçar o PCP, Partido necessário, indispensável e insubstituível para os trabalhadores, o povo e o País. Assegurar o seu funcionamento, preparar a Festa do Avante! participando na sua construção, divulgação e na venda da EP, preparar o XXI Congresso e, no âmbito das comemorações do centenário, dinamizar a campanha nacional de fundos «o futuro tem partido» e a criação de 100 novas células e definiçâo de 100 novos responsáveis.

E, neste processo de intervenção e de luta, os trabalhadores contam com o PCP e o PCP conta com os trabalhadores.




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