A COVID-19
não pode servir
para atacar direitos
e agravar
a exploração
Avança preparação da «semana nacional de luta»

MOBILIZAÇÃO A partir da próxima segunda-feira, 22, e até dia 26, sexta-feira, o movimento sindical unitário vai dar mais visibilidade aos problemas dos trabalhadores e mais força à exigência de respostas.

Com acções nos locais de trabalho e na rua, organizadas por sectores e regiões, e sob o lema «Vamos à luta, para defender a saúde e os direitos dos trabalhadores! Garantir emprego, salários, serviços públicos», esta «semana nacional de luta» foi decidida pelo Conselho Nacional da CGTP-IN no dia 4.

Na Resolução então aprovada, como noticiámos, a confederação rejeita «a política de agravamento da exploração e empobrecimento, de cortes nos salários e atropelo dos direitos». O órgão dirigente da Intersindical Nacional decidiu igualmente realizar «uma ampla acção de esclarecimento, mobilização e luta, reforçando a unidade dos trabalhadores, a sua sindicalização e organização, dando mais força aos sindicatos, para garantir a valorização do trabalho e dos trabalhadores e respostas aos problemas do povo e do País».

Nos dias seguintes, foram publicados o cartaz central e o manifesto, para apoio ao trabalho de envolvimento dos trabalhadores para as iniciativas e os seus objectivos. Retomando ideias centrais da Resolução do Conselho Nacional, exige-se «a ruptura com a política de direita» e «uma política alternativa», para:

• distribuir a riqueza de forma justa;

• respeitar e valorizar o trabalho e os trabalhadores;

• erradicar a precariedade e garantir o aumento geral dos salários e horários dignos;

• promover o aumento da produção nacional e a revitalização do aparelho produtivo e recuperar para o Estado as empresas e os sectores estratégicos;

• defender e investir nos serviços públicos e nas funções sociais do Estado;

• combater a exploração, as injustiças, as desigualdades e discriminações.

«Só por via desta política alternativa é possível garantir a soberania do País e a saúde, os direitos, o emprego e a valorização dos salários para todos os trabalhadores», salienta-se no manifesto.

Entre as iniciativas já confirmadas, destaca-se a concentração que a União dos Sindicatos de Lisboa convocou para quinta-feira, dia 25, às 16 horas, no Rossio, de onde partirá um desfile em direcção à Praça do Município.

Está igualmente anunciada uma marcha de trabalhadores de sectores industriais, em Évora, na segunda-feira, dia 22. Promovida pela Fiequimetal, o SIESI e o SITE Sul, a marcha sairá às 17h30, em «cordão humano», do Rossio de São Brás (Monte Alentejano), exigindo «Trabalhar com segurança, com direitos e com salários dignos».

O CESP anunciou anteontem que os trabalhadores da DHL Supply Chain decidiram fazer greve, durante toda a próxima semana, das 9 às 10 horas, com piquete à porta da empresa.

A gravidade dos problemas e da situação vivida por milhares de trabalhadores tem levado a que, com os objectivos gerais definidos para a «semana nacional de luta» e com reivindicações específicas, continuem a realizar-se acções de luta por todo o País (algumas das quais noticiamos nas páginas seguintes).

Em Faro, anteontem, dia 16, a União dos Sindicatos do Algarve organizou uma «tribuna pública» contra o desemprego, os salários em atraso, os cortes nos rendimentos e as violações dos direitos dos trabalhadores. No Largo do Mercado, intervieram a Secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, e dirigentes sindicais de sectores como a Administração Local, a Saúde, a Educação, a indústria, o comércio e a hotelaria.

A mobilização para a «semana» seria a tarefa mais próxima a abordar ontem, dia 17, na 10.ª Conferência da União dos Sindicatos do Distrito de Évora, que encerraria com uma intervenção da Secretária-geral da Inter.

 

Plenário da Administração Pública

Um plenário nacional de dirigentes, delegados e activistas foi convocado pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública para quinta-feira, dia 25, pelas 15 horas, em Lisboa, em frente do Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública.
A decisão foi tomada dia 9, na comissão coordenadora da Frente Comum, «perante a postura do Governo, que opta por não dar resposta efectiva à necessária valorização dos trabalhadores da Administração Pública e ao urgente reforço dos serviços públicos», como se viu na véspera, numa reunião com a ministra da tutela.
O Governo «para além de continuar a anunciar na comunicação social medidas penalizadoras dos trabalhadores, não só não garante actualizações salariais em 2021, como não nega a possibilidade de novos congelamentos de carreiras e progressões», refere-se num comunicado da Frente Comum, emitido esta segunda-feira, dia 15.

 



 Versão para imprimir            Enviar este texto            Topo

Outros Títulos: