Aconteu
Literatura e arte distinguidas

A Feira Internacional do Livro de Guadalajara e o Festival Hay de Literatura e Artes foram distinguidos, dia 9, em Oviedo, Espanha, com o Prémio Princesa das Astúrias da Comunicação e Humanidades 2020.

É o reconhecimento da sua importância para a Cultura, considera o júri do prémio ao sublinhar que os dois eventos representam «os pontos de encontro mais importantes do livro, os escritores, os leitores e a cultura no mundo».

A Feira Internacional do Livro de Guadalajara, impulsionada em 1987 pela universidade daquela cidade mexicana, tornou-se num fenómeno literário universal, com enorme impacto e forte participação popular. Portugal foi o convidado de honra na edição de 2018.

Já o Festival Hay-on-Wye, nascido em 1988 no País de Gales (um dos quatro constituintes do Reino Unido), atrai leitores e escritores através das suas edições, que se têm estendido desde 2006 a várias cidades europeias e de outros continentes.


Arraiolos promove tapete

O evento anual de promoção do Tapete de Arraiolos - O Tapete está na Rua - teve este ano um formato diferente, devido à COVID-19, assumindo a designação de O Tapete está online, através das redes sociais e páginas de Internet municipais, entre os dias 9 e 14 da semana transacta.

Do programa da iniciativa, que anualmente valoriza e dá a conhecer a tradicional tapeçaria de Arraiolos, constaram dois concertos gravados previamente (na Igreja da Misericórdia e no Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos), a iniciativa Tertúlias à Distância e a apresentação de vídeos temáticos e retrospectivos do evento, desde a primeira edição, em 2003, até à do ano passado.

A Câmara Municipal de Arraiolos, que aguarda há vários anos pela certificação dos tradicionais tapetes, tem projectada a candidatura desta que é uma das mais genuínas expressões do nosso artesanato a Património Cultural Imaterial da Humanidade.


Faleceu a actriz Maria José

A actriz Maria José de Basto, com um longo percurso no teatro, no cinema e na televisão, faleceu no dia 10 aos 92 anos.

Com uma carreira que se estendeu por mais de oito décadas, Maria José era um rosto conhecido pela participação em produções televisivas. Mas foi sobretudo nos palcos que deu expressão ao seu imenso talento, do drama e da comédia ao teatro de revista e ao teatro infantil, desde a estreia, ainda criança, em 1933, na revista Pernas ao Léu, da companhia de Luísa Satanela, à última actuação no Teatro Nacional D. Maria II, em 2015, em 74 Eunices, uma homenagem a Eunice Muñoz.

Nascida em Lisboa, em Setembro de 1927, Maria José, mãe da também actriz Rita Ribeiro, integrou mais de 20 companhias de teatro.


Trabalho infantil pode agravar-se

Milhões de crianças correm o risco de serem empurradas para o trabalho infantil como consequência da actual pandemia de COVID-19, alertaram dia 12 o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Mundial do Trabalho (OIT).

No documento, afirma-se que os grupos da população mais vulneráveis – como os que trabalham na economia informal e trabalhadores e os migrantes - são os que mais sofrerão com a recessão económica, com o aumento da informalidade e do desemprego, queda nos níveis de vida, impactos na saúde e sistemas de protecção social insuficientes.

Desta forma, a nível global, mais crianças podem ser forçadas a trabalhar em «empregos que as exploram e as põem em perigo», sublinham aquelas organizações no relatório publicado na data em que se assinalou o Dia Contra o Trabalho Infantil.


Descoberta na China escultura com 13 500 anos

No local pré-histórico de Lingjing, na província de Henan, foi descoberta a mais antiga escultura conhecida da arte pré-histórica da China. Trata-se de uma ave em miniatura esculpida há cerca de 13.500 anos a partir de um osso queimado, referem os autores de um estudo publicado no dia 10 na revista científica Plos One.

Com 19,2 milímetros de comprimento, a figura do pássaro em pé sobre um pedestal foi encontrada no meio de animais carbonizados e fragmentos cerâmicos, num «estado de conservação excepcional».

«Já sabíamos que, naquela época, os caçadores-recoletores na China faziam ferramentas a partir de ossos (pontas de lança, agulhas, etc.) e ornamentos pessoais feitos a partir de cascas, ovos de avestruz ou dentes de animais», referiu Francesco D'Errico, um dos investigadores, segundo a Lusa.

«Os objectos esculpidos, sem função aparente e que requerem formação específica, abrem uma nova janela sobre estas sociedades e tornam-nas ainda mais próximas dos caçadores-recolectores historicamente conhecidos», acrescenta aquele arqueólogo da Universidade de Bordéus, em França.



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