PCP rejeita «défice tarifário» no Porto

O Conselho Metropolitano do Porto e os municípios que integram a AMP pretendem distribuir um bónus de dois milhões de euros aos operadores rodoviários privados. Em causa está um alegado défice tarifário, do qual a Direcção da Organização Regional do Porto (DORP) do PCP duvida, não apenas porque não há qualquer sustentação factual do cálculo, como, sublinha, em 2019 os operadores não reforçaram carreiras e horários para lá do que tinha sido contratualizado.

Mais, face ao aumento da procura, o que se verificou foi a sobrelotação de autocarros, nota ainda o Partido, para quem «o que a AMP deveria estar a discutir era a falta de qualidade e de conforto nos transportes públicos, o cumprimento de horários e a necessidade de renovação e reforço da frota», bem como «explicar a razão pela qual não tem ainda em vigor o Passe Família».

«A chantagem dos operadores privados não se pode sobrepor aos interesses da AMP e das populações», acrescenta a DORP, que insiste, também, para que a entidade pública exija a reposição «da totalidade dos serviços que, apesar de contratualizados, não estão a ser cumprido desde meados de Março».




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