Breves
E o prémio, MEO?

A frente sindical constituída na MEO (Grupo Altice) exigiu o pagamento do prémio que, como compensação pelo congelamento dos salários em 2019, a administração, em 22 de Janeiro, admitiu atribuir a todos os trabalhadores, depois de conhecidos os resultados anuais. Estes, apresentados a 24 de Março, foram considerados históricos pelo presidente executivo do grupo, a quem os sindicatos, a 14 de Abril, escreveram, reclamando a concretização do pagamento e comunicando a expectativa de que tivesse o valor de 300 euros.
O COMEX (Comité Executivo da Administração) «não respondeu ao nosso ofício e não nos comunicou em que mês os trabalhadores vão receber o tal valor referente a 2019», protestaram o Sinttav, o SNTCT, o STPT, o STT, o Sinquadros e a Federação dos Engenheiros, num comunicado de dia 12.
Exigiram igualmente o reinício das negociações salariais de 2020, suspensas devido à pandemia.


Acordo na Ambilital

O STAL/CGTP-IN chegou a acordo com a administração da Ambilital para a atribuição de um subsídio extraordinário, no valor de 300 euros, a todos os trabalhadores daquela empresa intermunicipal de recolha e tratamento dos resíduos sólidos urbanos de Alcácer do Sal, Aljustrel, Ferreira do Alentejo, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines.
No acordo, o sindicato destaca ainda a garantia de pagamento da totalidade do salário aos trabalhadores ausentes por motivos relacionados com a COVID-19 (confinamento e assistência a filhos). Mantêm-se outras matérias do caderno reivindicativo, como o aumento salarial de 90 euros em 2020, um salário mínimo de 850 euros e a redução para as 35 horas semanais, referiu o sindicato, no dia 13.


Reposto suplemento

A Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica vai repor os valores do suplemento de risco, insalubridade e penosidade, que indevidamente descontou a trabalhadores da higiene urbana que, por reorganização do trabalho, laboraram em dias alternados, anunciou anteontem o SMTL/CGTP-IN.


Refinarias e accionistas

«A redução drástica da produção de combustíveis nas refinarias não diminuiu em nada a sua importância para o funcionamento e desenvolvimento do País», afirma a Comissão Central de Trabalhadores da Petrogal, assinalando que, «pelo contrário», a actual situação mostra como é «fundamental» que o País «tenha meios para refinar e armazenar combustíveis» e que «garanta a sua independência energética».
Num comunicado de anteontem, dia 19, a CCT exige «igualdade de tratamento» na definição dos trabalhadores que ficam dispensados, recusando que este sejam forçados a gozar folgas próprias.
A CCT reafirma que a distribuição de dividendos relativos a 2019 foi «um erro colossal», comprovado com o plano para cortar despesas e investimentos no valor de mil milhões de euros até final de 2021. «Transformar investimento em dividendos mostra que esta gestão perdeu toda a credibilidade», conclui a CCT, alertando que «a insistência neste caminho porá em causa a empresa e os trabalhadores, não os accionistas», porque estes «levantarão voo e irão pousar noutra vítima».


Demissão no Arsenal

A Comissão de Trabalhadores e o Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas e Empresas de Defesa (Steffas) expressaram «dúvidas sobre a estabilidade e o futuro do estaleiro» e pediram uma reunião urgente ao ministro da Defesa, logo que tiveram conhecimento de que «a administração da Arsenal do Alfeite, SA, foi demitida pela tutela para ser implementado um “novo modelo de gestão”».
Além da resposta à COVID-19, decorrem «vários projectos importantes», sendo necessário assegurar «toda a restante manutenção dos navios da Marinha». No entanto, assinalaram a CT e o Steffas, numa nota de imprensa de dia 7, «continua a não ser feito investimento nas infra-estruturas nem na escola de formação» e não são admitidos trabalhadores em número suficiente.
A demissão da administração suscitou, na Assembleia da República, uma pergunta do PCP, dirigida no dia 6 ao ministro da Defesa.