Breves
SECTOR AÉREO
Salários em atraso

Enviados para lay-off à imagem do que sucede com cerca de 18 mil trabalhadores doutras companhias e empresas do sector aéreo, os cerca de 500 trabalhadores da companhia White Airways não tinham recebido, até ao dia 12 de Maio, o salário do mês de Abril, bem como ajudas de custo relativas a Março. «As consequências sociais são brutais», alerta a organização do PCP no sector aéreo em Lisboa, que exige o imediato pagamento dos valores devidos, bem como o fim dos despedimentos em curso por via da não renovação de contratos a prazo. Reafirma, ainda, a necessidade de intervenção do Governo «com um Plano Estatal assente no controlo, gestão pública e viabilização da TAP e do conjunto do sector aéreo, na garantia de todos os postos de trabalho e dos salários por inteiro, na reintegração de todos os trabalhadores despedidos».

Ora, quer intervindo na Comissão dos Transportes e Turismo do Parlamento Europeu (PE), quer em interpelação por escrito à Comissão Europeia (CE), o deputado do PCP João Ferreira sublinhou que «o sector que está a ter as respostas mais imediatas, é também um dos que mais extensamente despediu ou colocou trabalhadores em lay-off, não estando as propostas da CE [de flexibilização das regras] associadas a nenhum tipo de contrapartidas, designadamente ao nível da manutenção de postos de trabalho». O eleito comunista no PE questionou ainda a CE «sobre a inexistência de medidas de redução de ocupação dos aviões, ao contrário do que é exigido a todos os restantes modos de transporte», o que atribui à «prevalência dos interesses das multinacionais da aviação, particularmente as baseadas no modelo de negócio das “low-cost”» sobre a protecção de tripulantes e passageiros.


CASCAIS
Campanha de terror

O PCP questionou o presidente da Câmara Municipal de Cascais (CMC) sobre a «campanha de apelo ao medo que está espalhada pelo concelho, considerando que o recurso a «este tipo de terror» em nada contribui «para a tomada de decisões conscientes por parte das populações». «A situação é mais grave quando se trata de uma organização [a «MaisCascais»] pela qual o próprio presidente da CMC dá a cara», notou o vereador comunista Clemente Alves, que procurou esclarecimentos acerca da sua natureza e financiamento.


MONTIJO
Proteger trabalhadores

«Reforço das medidas de acompanhamento por parte das autoridades de saúde e inspectivas, como seja a ACT e ASAE», com o objectivo de obrigar as empresas a garantirem a segurança dos trabalhadores, é o que reclama a Comissão Concelhia do Montijo do PCP face ao aparecimento de vários casos de trabalhadores infectados com Covid-19 em fábricas de processamento de carnes no concelho.