Jerónimo de Sousa no debate quinzenal com o primeiro-minstro
Transportes não podem ser «sardinhas em lata»

O problema das condições segurança de quem anda nos transportes públicos para se deslocar para o trabalho foi outro dos temas abordados pelo Secretário-geral do PCP.

Quis saber concretamente o que vai fazer o Governo para garantir que as pessoas usem as máscaras mas tenham também asseguradas carreiras e ligações repostas de forma adequada para que as regras sanitárias possam ser cumpridas.

As imagens recentes de um «autocarro apinhado de gente» que esteve à espera de transporte mais de duas horas são um «exemplo bem dramático» da situação que se está a viver, considerou o líder comunista, que anotou as diferenças de comportamento existentes neste domínio entre operadores públicos e privados. Enquanto as empresas públicas de transportes tomaram medidas para repor carreiras e ligações por forma a garantir condições de segurança a quem se desloca, no respeito por normas sanitárias, já alguns operadores privados «não só se recusaram a repor os transportes como ainda fazem disso pretexto para exigir ao Estado mais uns milhões de euros de subsídio», lamentou Jerónimo de Sousa.

Daí ter observado que «pouco adianta obrigar ao uso de máscara nos transportes e até aplicar multas se depois as pessoas têm de ir amontoadas, porque não há carreiras e ligações suficientes para as transportar em condições adequadas.

António Costa, na resposta, reconheceu que «não haverá retoma da actividade normal da sociedade se não houver normalização dos serviços de transportes público», defendendo que é preciso «não perder agora por má gestão ou por redução da oferta ou das condições de segurança» a confiança que as pessoas estavam a «reconstruir nos seus transportes públicos», após a redução das tarifas.

«Todos têm de cumprir, públicos ou privados», rematou.




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