POR SAÚDE, DIREITOS E DESENVOLVIMENTO SOBERANO

Numa situação em que os grandes grupos económicos usam o surto epidémico como pretexto para atacar direitos, aumentar a exploração e promover a acumulação e concentração de capital, a jornada de luta do 1.º de Maio continua a destacar-se, por tudo aquilo que representa na afirmação do papel insubstituível da luta dos trabalhadores em defesa da saúde - com o reforço do SNS - dos direitos e pelo desenvolvimento soberano do País.

Em articulação com essa luta, o Secretário-geral do PCP questionou o primeiro ministro no debate quinzenal da passada quinta-feira sobre os problemas, as preocupações e as reivindicações dos trabalhadores trazidos para as iniciativas do 1.º de Maio organizadas pela CGTP-IN, em 27 localidades do País.

O PCP assume a defesa dos direitos dos trabalhadores e do povo, cumprindo o seu papel, articulando o estímulo à luta de massas com uma acção institucional combativa em defesa desses mesmos interesses e direitos. Foi neste quadro que Jerónimo de Sousa questionou ainda sobre a necessidade de reforço do Serviço Nacional de Saúde e sobre os problemas que se vivem nos transportes.

Na mesma linha de defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores, dos micro, pequenos e médios empresários, dos profissionais das artes e da cultura, dos pescadores, dos pequenos e médios agricultores, dos reformados, o PCP continua a intervir reclamando respostas para os complexos problemas que enfrentam.

O PCP tomou mais uma vez esta semana posição em defesa dos direitos dos reformados, pensionistas e idosos e contra a estigmatização a que, a pretexto do combate ao vírus, estão a ser sujeitos.

Merece, pois, um registo particular, justamente assinalado pelo PCP, a concretização em Maio do aumento extraordinário das reformas conseguido pela luta dos reformados e pela determinante intervenção do PCP abrangendo um milhão e oitocentos mil reformados e pensionistas.

É neste quadro de intervenção que o PCP sublinha que, na defesa dos seus direitos e por melhores condições de vida, a luta organizada dos trabalhadores é imprescindível; que é preciso dinamizar essa luta e ao mesmo tempo reforçar a sua organização e unidade.

Mas para combater os efeitos do surto epidémico e garantir o futuro do País, comprometido por décadas de política de direita da responsabilidade de governos do PS, PSD e CDS, impõe-se uma política alternativa patriótica e de esquerda que assegure emprego com direitos, defenda salários e os direitos dos trabalhadores e do povo, reforce os serviços públicos, promova a produção nacional, assegure o investimento, necessários a um caminho soberano de desenvolvimento.

É este o sentido que o PCP dá à sua intervenção organizada, inerente, aliás, à sua identidade comunista. E é no quadro desta intervenção que se impõe a afirmação dos objectivos e do papel do Partido, que exige a análise e acompanhamento da situação actual, a iniciativa política correspondente, o cumprimento das orientações prioritárias para o reforço do Partido, nas quais se inclui a campanha nacional de fundos «o futuro tem partido» inserida nas comemorações do centenário que prosseguem, a preparação da Festa do Avante!, e a preparação do XXI Congresso.

Do mesmo modo, quando se comemora o 75.º aniversário da Vitória sobre o nazi-fascismo e do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, o PCP assinala o significado deste acontecimento pelo que representa na luta dos trabalhadores e dos povos pela sua emancipação. Condenando e denunciando as campanhas de falsificação da história em curso, num tempo em que ressurge a ameaça do fascismo e da guerra, o PCP chama a atenção para a necessidade de defender a verdade histórica e retirar lições para a luta na actualidade contra o imperialismo, o fascismo e a guerra e pela liberdade, a soberania e a a paz. Ao mesmo tempo que reafirma o seu compromisso de sempre com os trabalhadores e o povo português, com os ideais da liberdade, da democracia, do progresso social, do socialismo, da paz, a que dedicou os seus já quase cem anos de vida. Apesar dos sacrifícios que exigiu, a Vitória sobre o nazi-fascismo mostrou que, por mais poderoso que seja o inimigo, é possível resistir e vencer.

O PCP está consciente da situação particularmente complexa e difícil que se vive. Uma situação exigente que reclama o desenvolvimento da luta organizada dos trabalhadores e do povo, que impõe como a necessidade de reforço do Partido, que requer o alargamento da unidade e convergência de democratas e patriotas. E é a relação dialéctica entre estes factores essenciais que dá sólido fundamento à nossa inabalável confiança no futuro.




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