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«Cantares de José Afonso» chega às plataformas digitais

O disco «Cantares de José Afonso», de 1964, que inclui a canção «Oh Vila de Olhão», está disponível desde 21 de Abril nas plataformas digitais, anunciou a discográfica Valentim de Carvalho.

«Oh Vila de Olhão» foi composta nos começos da década de 1960, em plena ditadura, quando José Afonso (1929-1987) era professor do Ensino Secundário, em Faro, e proibida pela Censura.

Só depois do 25 de Abril de 1974 voltou a ser editada a canção da «madrinha do povo», que alertava o pescador para o «ladrão que não paga», para o dono do peixe que levava até ao cais de Olhão. Neste disco, José Afonso é acompanhado por Rui Pato, em viola.

O EP inclui ainda as canções «Coro dos Caídos», «Maria» e «Canção do Mar», todas com letra e música de José Afonso.

A Valentim de Carvalho, em comunicado, refere-se a José Afonso como «um dos mais importantes nomes da cultura nacional», «fundamental na inspiração e empoderamento de um País em luta contra o fascismo, pela liberdade, equidade, fraternidade».

A editora lembra igualmente que José Afonso foi responsável por ter revolucionado «a canção de Coimbra, o canto de intervenção e a música popular».


Morreu lutador anti-apartheid Denis Goldberg

Activista anti-apartheid e companheiro de luta de Nelson Mandela contra o regime segregacionista da minoria branca na África do Sul, Denis Goldberg morreu no dia 29 de Abril, aos 87 anos. «Teve uma vida bem vivida na luta pela liberdade na África do Sul. Vamos sentir a sua falta», declarou a Fundação Legado de Denis Goldberg.

Nasceu na cidade do Cabo, em 1933, no seio de uma família comunista. Pertenceu ao braço armado do Congresso Nacional Africano (ANC) e foi um dos activistas julgados e condenados, juntamente com Nelson Mandela e outras figuras do movimento anti-apartheid, no julgamento de Rivonia (1963-1964).

Único branco no julgamento, foi separado dos seus companheiros, encarcerados na ilha prisional de Robben Island, e detido durante 22 anos numa penitenciária na capital, Pretória, até à libertação, em 1985.

Após a libertação, exilou-se no Reino Unido até ao fim do apartheid e à entrada do país na democracia, com a vitória de Nelson Mandela nas primeiras eleições multirraciais de 1994.


«A Mordidela» distinguida no Go Short

O filme «A Mordidela», do realizador português Pedro Neves Marques, foi distinguido como a melhor curta-metragem de ficção no festival de cinema holandês Go Short, que deveria ter decorrido em Nijmegen, nos Países Baixos, mas, por causa da COVID-19, foi alterado para uma edição online que começou no dia 15 de Abril. A película ficou ainda automaticamente nomeado para os prémios da Academia Europeia de Cinema.

«A Mordida» situa-se «algures entre o terror, a ficção científica e um drama queer» (insólito), com a narrativa centrada numa «relação poliamorosa e não-binária que procura sobreviver a uma epidemia que atravessa o Brasil», lê-se na sinopse.


Prémio Formentor de las Letras

O escritor neerlandês Cees Nooteboom, pseudónimo literário de Cornelis Johannes Jacobus Maria Nooteboom, de 86 anos, autor de «Rituais» e «A História Seguinte», foi distinguido com o Prémio Formentor de las Letras, anunciou a Fundação José Saramago, no dia 29 de Abril. O júri, que se reuniu «virtualmente», realçou em acta que o autor «ultrapassou, com incessante criatividade, o limite proposto pelos géneros literários».

Nascido em Haia, em 1933, Nooteboom iniciou carreira na década de 1950, no jornalismo, escrevendo sobre viagens. Depressa porém o seu trabalho se estendeu ao ensaio, à ficção e à poesia, numa obra que se estende por mais de meia centena de títulos e mais de cinco décadas.


Agropecuária e agricultura intensiva ameaçam saúde pública

Segundo um estudo feito por uma equipa internacional liderada por cientistas britânicos das universidades de Bath e de Sheffield, o abuso de antibióticos na agropecuária e o grande número de animais e pouca diversidade genética, devido a técnicas intensivas, aumenta o risco de os patogénicos se tornarem um grande problema de saúde pública.

Os autores do estudo lembram que nos últimos anos vários vírus e bactérias patogénicas mudaram de espécies de animais selvagens para humanos, como o HIV, que veio dos macacos, o H5N1, que veio dos pássaros, ou o novo coronavírus SARS-CoV 2, que se suspeita tenha origem em morcegos.



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