Aconteu
Arranca a Telescola

Na segunda-feira, 20, começou a Telescola, com aulas emitidas na RTP Memória para os alunos que têm de ficar em casa devido à pandemia do coronavírus. Para os mais de 800 mil alunos do 1.º ao 9.º ano vão estar disponíveis 65 blocos semanais de conteúdos complementares. A grelha horária está disponível em https://www.rtp.pt/estudoemcasa-apresentacao.

As aulas, elaboradas pela Direção-Geral de Educação, têm uma duração de 30 minutos.

Além da emissão em directo, a RTP vai disponibilizar ainda os conteúdos em várias plataformas online e numa aplicação móvel.


Adeus a Luis Sepúlveda

O escritor chileno Luis Sepúlveda morreu, no dia 16 de Abril, aos 70 anos. Estava internado desde finais de Fevereiro num hospital de Oviedo, Espanha, onde foi diagnosticado com a COVID-19. Os primeiros sintomas ocorreram duranteFestival Literário Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim.

Luis Sepúlveda, que nasceu no Chile a 4 de Outubro de 1949, estreou-se nas letras em 1969, com «Crónicas de Piedro Nadie» (Crónicas de Pedro Ninguém), dando início a uma bibliografia de mais de 20 títulos, que inclui obras como «O Velho que Lia Romances de Amor» e «História de Uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar».

O escritor tem toda a obra publicada em Portugal – alguns títulos estão integrados no Plano Nacional de Leitura –, e era presença regular em eventos literários no País.

A Fundação José Saramago recordou a relação de amizade, solidariedade e camaradagem que existiu entre os dois escritores. Numa nota de pesar publicada no Twitter é ainda acrescentada uma fotografia dos dois escritores juntos e de uma carta, datada de 2001, endereçada a Luis Sepúlveda por José Saramago, a partir de Lanzarote, onde vivia.

Nessa missiva, em que Saramago se dirige a Sepúlveda como «querido amigo», o escritor português alude a perseguições de que o autor chileno era vítima, destacando que a liberdade é o «único supremo valor» para escritores como eles.

«A luta pela liberdade é a única que nunca se acabará porque sempre estarão à espreita os inimigos dela e daqueles, como nós, que a consideram o único supremo valor. Estou ao teu lado nesta hora em que és alvo de perseguições que alguma vez, ingenuamente, pensámos ser coisa do passado, irrepetível num tempo em que tanto se fala de direitos humanos. Mas, como sabemos, os direitos humanos não se cumprem, e são exemplo disso precisamente aqueles que te atacam», escreveu José Saramago a Luis Sepúlveda.


Faleceu o médico Quintino Barbosa de Barros

No dia 17 de Abril, faleceu o médico Quintino de Barros, figura prestigiada da comunidade portuguesa na Suíça e da história da cidade de La Chaux-de-Fonds. Membro activo na Associação dos Diabetes dos Pobres, participou em 1962 no Congresso de Diabetologia em Paris, não tendo voltado a Portugal, fugindo deste modo à PIDE e à guerra colonial.

Depois de passar por Marrocos e Argélia, viajou, em 1964, para a Suíça (Neuchâtel), tendo exercido medicina no Hospital de La Chaux-de-Fonds onde, em 1972, abriu o seu próprio consultório, que muito beneficiou a comunidade portuguesa.

Com um enorme espírito de solidariedade ajudou, por vezes não cobrando as consultas, às esposas e filhos dos compatriotas sazonais que viviam na clandestinidade.

Em 2018 foi-lhe atribuída a condecoração da Ordem de Mérito. Homem de esquerda, de grandes qualidades humanas, dedicado ao próximo, aberto ao mundo e preocupado com as suas crescentes desigualdades, Quintino de Barros recebeu também dos comunistas portugueses na Suíça uma singela homenagem, por altura da Festa Nacional do PCP, em Maio de 2019, que contou com a participação de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do Partido.

Publicou dois livros, um deles sobre o euro e a economia marxista, e a sua última pesquisa foi sobre o coronavírus, intitulando-a «Reflexões sobre a Pandemia actual».

À sua companheira, aos seus filhos e netos, o PCP apresentou as mais sentidas condolências.


Prémio World Press Photo

A imagem de um jovem iluminado por luzes de telemóveis enquanto recita poesia, entre a multidão de manifestantes a favor de um governo civil no Sudão, venceu o prémio de fotografia internacional World Press Photo.

O autor da imagem distinguida com o grande prémio é o japonês Yasuyoshi Chiba, editor de fotografia da agência de notícias francesa AFP na região de África Oriental e Oceano Índico. A fotografia – registada em Cartum, capital sudanesa, em 19 de Junho do ano passado – também venceu a categoria «Notícias gerais» numa única imagem.

No total, 4 282 fotojornalistas submeteram 74 mil fotografias ao concurso World Press Photo, que este ano atribuiu prémios a 44 profissionais, de 24 países.



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