Mais de 20 mil em lay-off e milhares de despedidos
Defender trabalhadores do sector aéreo e garantir o controlo público da TAP

TRANSPORTES O PCP não aceita a perda de direitos e rendimentos e o despedimento de trabalhadores no sector aéreo e realça que a defesa da TAP reclama o seu controlo público.

Numa declaração divulgada dia 1, o deputado e membro do Comité Central Bruno Dias lembrou que, «desde a primeira hora, o PCP alertou e manifestou a sua preocupação face à situação da aviação civil e da nossa companhia aérea de bandeira, instrumento estratégico de soberania e desenvolvimento». O Partido, prosseguiu, contesta designadamente «o lay-off que está a ser aplicado» e «a destruição de postos de trabalho», através da não renovação de contratos quer na Transportadora Aérea Portuguesa (TAP) quer noutras companhias.

Por isso, explicou, «somos pela revogação do lay-off, pela integração dos trabalhadores no quadro e pela garantia de nem um direito a menos, nem perda de salário». Mas o PCP entende que é preciso ir mais longe na defesa do sector aéreo nacional, e assim Bruno Dias reiterou a necessidade de o Estado garantir o controlo público e a gestão pública» da TAP, defesa do sector aéreo nacional para a qual apelou à mobilização dos trabalhadores.

Resistência

Num comunicado divulgado dia 2, as células comunistas no Aeroporto Humberto Delgado (AHD) denunciam que, até ao momento, o lay-off foi aplicado a mais de 20 mil trabalhadores, ao que acrescem «milhares de trabalhadores lançados para o desemprego nesta hora dramática».

As organizações do PCP no AHD apelam, assim, «à resistência e ao combate político contra este vil ataque ao pilar essencial de qualquer actividade produtiva: a sua força de trabalho», e, reafirmando a sua solidariedade «com todos os trabalhadores, do quadro e a prazo, na TAP, Portugália, ANA/VINCI, SPdH/Groundforce, Portway, Lojas Francas de Portugal, Cateringpor, Ryanair, Groundlink, SkyValet, entre outras, reclama «a intervenção imediata do Governo».

Intervenção, continua o comunicado, no sentido de assegurar «o controlo e a gestão pública da TAP e do conjunto do sector aéreo civil na base da garantia de todos os postos de trabalho, do salário por inteiro e da recapitalização pública da TAP – o enquanto companhia aérea de bandeira e instrumento estratégico de soberania e desenvolvimento do País».

Grave

Acerca da ofensiva anti-laboral na TAP pronunciou-se, também, a Comissão de Trabalhadores, para quem as medidas tomadas pela administração «são gravosas» e exige, igualmente, que «o Governo assuma as suas responsabilidades para com a companhia de bandeira, garante da continuidade territorial e das soberania e economia nacionais, nacionalizando-a e garantindo todos os postos de trabalho, assim como todas as remunerações.



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