Forte ofensiva anti-laboral

A Direcção da Organização Regional de Lisboa do PCP alerta que, a pretexto da grave situação de saúde pública, o capital passou à ofensiva e está a tentar «instalar a lei da selva nas relações laborais». Exemplo disso é a multiplicação dos «atropelos de direitos e arbitrariedades, com o despedimento de milhares de trabalhadores com vínculo precário e em período experimental, a alteração unilateral de horários ou a imposição de férias forçadas», ao que acrescem «milhares de trabalhadores que, por decisão do Governo, vêem o seu salário reduzido com a aplicação da lay-off».

Para a DORL, esta é «uma ofensiva baseada na chantagem, na ameaça e na coação, que põe em causa a própria liberdade e acção sindical», num «vale tudo para se libertarem do custo de mão-de-obra e intensificar a exploração», pelo que os comunistas lisboetas, reiterando a exigência de garantia de defesa do emprego, direitos, rendimentos e segurança e higiene, exortam «os trabalhadores do distrito a que continuem a denunciar as arbitrariedades do patronato e, mesmo com as condicionantes que lhe são impostas, a resistir e a lutar».




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