Breves
PENACOVA
Vida dá razão ao PCP

«A saída da APIN [Empresa Intermunicipal de Ambiente do Pinhal Interior], para onde Penacova nunca devia ter entrado, teria sido evitada se, sem sectarismos, os outros partidos tivessem escutado os avisos e alertas da CDU», sublinha a Comissão Concelhia de Penacova do PCP, que recorda que «no início de todo este processo, avisámos que o que estava em marcha a médio prazo era criar escala de negócio» visando a subida do preço da água, «para depois dar esse filão de negócio a privados».

«Os munícipes perceberam isso claramente e demonstraram-no com a luta», acrescenta a organização do Partido, que em comunicado divulgado no final da semana passada, alerta, contudo, que «os perigos não deixam de existir, mesmo do aumento da água», os quais «só serão minimizados com a substituição» do aparato normativo em vigor, nota-se ainda.

O PCP considera, igualmente, que «não é aceitável que o Governo apenas desbloqueie verbas dos Fundos Comunitários para os municípios que aceitem participar em processos que apenas beneficiarão o negócio», e tão pouco se pode aceitar que «sucessivos executivos municipais não tenham desenvolvido planos de investimento nos sistemas de abastecimento de água e saneamento».

A Comissão Concelhia de Penacova recusa, assim, «a intromissão da ERSAR», defende que deve ser assegurado o acesso «a este bem público e direito fundamental – a água –, associada à sustentabilidade dos sistemas e à capacidade de absorção de parte dos custos através dos orçamentos municipais», e realça que «o que se impõe neste momento difícil que atravessamos é que o município tome medidas de apoio aos consumidores», fixando que «o tarifário do resto deste ano seja o mesmo do ano passado».


MADEIRA
Atrasos e desorientação

A Direcção da Organização Regional da Madeira do PCP denota «atrasos em respostas fundamentais e manifestas expressões de desorientação estratégica» quanto à prevenção da propagação do novo coronavírus nos lares do arquipélago. Ausência de testes aos trabalhadores e aos utentes; falta de rigor nas visitas; equipas médicas e de enfermagem em simultâneo nos lares e noutros serviços; atraso da Segurança Social na identificação da falta de meios logísticos e humanos; grosseira desconformidade de procedimentos e orientações aos trabalhadores; inexistência de um plano de atribuição de equipamentos de protecção individual, de uma reserva estratégica e de locais de retaguarda, são situações acerca das quais os comunistas madeirenses, através do deputado na Assembleia Legislativa Regional, Ricardo Lume, vão exigir respostas.


Protecção exige-se no Barreiro

«O surto epidémico exige que sejam tomadas medidas de protecção dos trabalhadores que desempenham funções em locais de risco», designadamente «no Hospital e Centros de Saúde, IPSS, Misericórdia, empresas e serviços municipais», sublinha a Comissão Concelhia do Barreiro do PCP, para quem é «inadmissível que não seja fornecido a todos o equipamento adequado».

O PCP defende ainda a aplicação imediata do subsídio de insalubridade, penosidade e risco a todos os trabalhadores da Administração Pública que exercem funções de risco, inadiável face à nova situação.


Alerta nos Sapadores de Braga

«Perante a confirmação de 16 bombeiros infectados com o novo coronavírus», exige-se «da Câmara Municipal de Braga a tomada de medidas de prevenção ajustadas ao combate à propagação da doença nos Bombeiros Sapadores de Braga», reclama a Comissão Concelhia do PCP, que frisa a urgência de assegurar todo o apoio aos infectados, realizar testes a todos os operacionais e intensificar acções de desinfecção e higienização do quartel, equipamentos e viaturas.


Incerteza em Arcos de Valdevez

A Direcção da Organização Regional de Viana do Castelo do PCP pretende que a Direcção-Geral da Saúde e a Protecção Civil esclareçam «a orientação para manter ao serviço trabalhadores assintomáticos mas com teste positivo do coronavírus» no Lar Santa Maria de Grade. Neste residem 39 utentes e trabalham 20 funcionários. A semana passada foram identificados quatro casos de doença, tendo um falecido.

A DORVIC recorda que o Governo afirmou recentemente que trabalhadores com testes positivos não podem ficar nas instituições. Por isso, estranha que, questionada pelo eleito da CDU na Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez, a Delegada de Saúde local tenha afirmado que deveriam continuar a trabalhar com precauções.