Determinação da juventude saarauí permanece inabalada

A JCP esteve presente, nos dias 11, 12 e 13 de Março, no primeiro fórum de juventude em Solidariedade com o Saara Ocidental, organizado pela UJSARIO, nos campos de refugiados saarauís, na região de Tindouf, na Argélia.

A visita ao chamado «muro da vergonha», construído por Marrocos, com a ajuda de países como a França e Israel, para conter o avanço das forças saarauís, aquando da guerra aberta entre as partes, foi uma das iniciativas programadas. O muro conta com mais de 2700 quilómetros de comprimento e mais de sete milhões de minas terrestres ainda activas ao longo da sua extensão. Tal situação representa um grande problema social, económico e ambiental: famílias divididas e impedimento de livre circulação das comunidades nómadas existentes naquela região, privando-os do acesso às pastagens e a fontes de água.

Reforçar a solidariedade

«Urge alargar e reforçar a solidariedade com a legítima luta deste povo, exigindo o fim da ocupação colonialista do Saara Ocidental pelo reino de Marrocos; o respeito pelo direito à autodeterminação do povo saarauí e do seu direito a um Estado livre, independente e soberano; o fim da brutal repressão do reino de Marrocos e a protecção dos direitos humanos, incluindo os cívicos e políticos dos cidadãos saarauís nos territórios ilegalmente ocupados; a libertação dos presos políticos saarauís detidos em prisões marroquinas», defendem a JCP e o PCP.

Os comunistas exigem ainda o reconhecimento pelo Governo português da República Árabe Saara Democrática e a adopção, por parte do Executivo PS, de uma posição interventiva, agindo em coerência com o direito dos povos à autodeterminação, no respeito do artigo 7.º da Constituição da República Portuguesa.




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