Efacec na esfera pública é estratégico para o País

O PCP pretende que a Efacec seja integrada no Sector Empresarial do Estado, considerando que, «mais do que a salvaguarda do interesse da banca, aquilo que se impõe é uma estratégia» que também neste caso «defenda os postos de trabalho e a economia nacional».

Assumindo que o objectivo deve ser garantir a laboração da empresa, a Direcção da Organização Regional do Porto do PCP alerta que igualmente importante é assegurar que a Efacec não fica em mãos estrangeiras, arriscando a que se torne «irrelevante» ou «uma mera subsidiária», como sucedeu com empresas de referência como a Quimonda, Sorefame, Mague, Cimpor, e outras.

Assim, «para o PCP deve ser considerada a possibilidade de uma intervenção do Estado, visando a recuperação do controlo público desta importante empresa da indústria nacional, defendendo os postos de trabalho, respondendo às necessidades mais imediatas de tesouraria, projetando a sua integração e desenvolvimento no quadro do Sector Empresarial do Estado, colocando a Efacec ao serviço do desenvolvimento económico da região e do País».

«O Grupo Efacec reúne os meios de produção, tecnologias e competências técnicas para o desenvolvimento das suas atividades que abarcam os domínios das soluções de Energia, Engenharia, Ambiente, Transportes, Automação e Mobilidade Elétrica, com uma rede de filiais e agentes em vários países», recorda ainda a DORP do PCP.

«Entretanto», prossegue-se, «são conhecidas as dificuldades com que ao longo dos anos o grupo se confrontou», tendo, «nas últimas semanas, vindo a público notícias que dão conta de dificuldades de funcionamento da Efacec e de vários cenários hipotéticos sobre o seu futuro, com destaque para a possibilidade de criação por um consórcio de bancos», para a criação de «uma sociedade veículo para onde transitaria temporariamente a maioria acionista da empresa».

«A incerteza mantém-se, num quadro em que interesses de grandes grupos privados se movimentam sem que o Governo tenha exercido as possibilidades que tem ao seu dispor para defender os interesses nacionais», insistem os comunistas portuenses, que informam, ainda, que o PCP entregou na Assembleia da República um conjunto de perguntas, exigindo ao Governo que esclareça «que apreciação faz sobre as opções de gestão que têm caracterizado o Grupo Efacec, nomeadamente naquilo que diz respeito aos despedimentos, ao aumento do trabalho precário e ao confronto com direitos dos trabalhadores; que mecanismos activou para o acompanhamento do processo de reestruturação da empresa; e qual o montante total de financiamento com origem pública, incluindo fundos comunitários, disponibilizados ao Grupo Efacec, assim como quais os investimentos a que se destinaram».




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