CPPME exige medidas urgentes

A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) considerou, no dia 19 de Março, que as medidas anunciadas pelo Governo, apesar de necessárias, «continuam a não ser suficientes para dar resposta à gravosa situação que afecta milhares de micro e pequenos empresários, face ao momento que vivemos».

Neste sentido, exige-se que o Governo «promova medidas drásticas e de rápida implementação para os diversos tipos de MPME», nomeadamente para o comércio. As preocupações da CPPME estendem-se aos trabalhadores independentes, bem como aos micro e pequenos empresários e seus trabalhadores.

É por isso «urgente» a criação de linhas de crédito que possam assegurar a liquidez e fluidez das tesourarias das MPME sem as restrições actuais, que excluem a maioria das micro e pequenas empresas (inexistência de incidente bancário, de dívidas à Segurança Social e à Autoridade Tributária); a suspensão do calendário dos compromissos bancários das empresas com a banco, colocando em prática a moratória, oportunamente anunciada; que os bancos não retirem proveitos da Linha de Crédito Capitalizar – COVID-19; o pagamento imediato das dívidas do Estado às MPME; agilizar o pagamento dos fundos comunitários; dinamização do investimento público, contrariando efeitos da contracção do mercado interno e externo; dotar as micro e pequenos empresários da indústria têxtil de meios para fabricarem, em grandes quantidades, materiais de defesa dos técnicos de saúde e da população em geral (máscaras, fatos, etc.).

MURPI
Por seu lado, a Direcção da Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos – MURPI considerou ser necessário salvaguardar as respostas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), através da «adopção de medidas que o reforcem, e reclamou «soluções alternativas» para minimizar os efeitos do encerramento dos centros de dia.

MUSP
Sobre as medidas agora adoptadas pelo Governo visando uma maior celeridade na aquisição de equipamentos, medicamentos ou na contratação de médicos e outros profissionais em falta, o Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) considera que «tais decisões» deveriam ser «o procedimento regular».

«Um caminho que se tivesse sido adoptado, a par do reforço do SNS, nomeadamente dos cuidados de saúde primários, permitiria ao País estar hoje em melhores condições para enfrentar a crise epidemiológica com enormes benefícios para as pessoas e o País», acentuam os utentes.



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