- Edição Nº2417  -  26-3-2020

A prática humanista da Revolução Cubana

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, destacou na segunda-feira, 23, em Havana, através do Twitter, a colaboração internacional de Cuba na área da saúde como uma prática humanista da Revolução. A afirmação foi acompanhada com as etiquetas #CubaSalva, #SomosCuba e #SomosContinuidade.

Díaz-Canel partilhou um artigo do jornal Granma onde se noticia a decisão do governo cubano de enviar ou reforçar brigadas médicas na Venezuela, Nicarágua, Granada, Suriname, Jamaica e Itália para apoiar o combate ao COVID-19, a pandemia que, no início desta semana, já tinha provocado mais de 12 mil mortos um todo o mundo.

«No meio do ataque do novo coronavírus Sars-CoV-2, a decisão do nosso governo foi manter a colaboração médica, e naqueles países onde existem internacionalistas cubanos, convertê-los em bastião da ofensiva para enfrentar a pandemia», escreveu o jornal.

Chegou entretanto à Venezuela um contingente médico de Cuba formado por 130 profissionais, para reforçar o sistema de saúde venezuelano face à emergência epidemiológica da COVID-19, informou o chefe do Estado, Nicolás Maduro. O presidente precisou que o pessoal médico cubano será incorporado na missão Bairro Adentro, nos centros assistenciais de Caracas.

Maduro destacou a decisiva cooperação de países como Cuba, China e Rússia, assim como do sistema das Nações Unidas e da Organização Mundial da Saúde, no enfrentamento da propagação da enfermidade.

O governo bolivariano indicou que chega nesta semana à Venezuela um carregamento de ajuda humanitária especial da Rússia. Há dias, o país recebeu, procedente da China, mais de 300 mil testes de diagnóstico, fatos de biossegurança, lentes protectoras, luvas e outro material utilizado na despistagem da doença.

Noutro continente, na Europa, a solidariedade também se manifesta.

Já começaram a chegar a Itália aviões militares russos com especialistas e equipas de especialistas para a luta contra o coronavírus.

Moscovo enviou para o país transalpino oito brigadas de médicos e uma centena de especialistas militares em virologia e epidemiologia, assim como sistemas de desinfecção e equipas médicas.