FMI recusa ajudar Venezuela na sua luta contra o COVID-19

O Fundo Monetário Internacional (FMI) não aceitou o pedido do governo da Venezuela de um empréstimo de cinco mil milhões de dólares para combater a pandemia do coronavírus.

«Infelizmente, o Fundo não está em condições de considerar esta solicitação» porque «não há clareza» sobre o reconhecimento internacional do governo desse país sul-americano, declarou, no dia 17, um porta-voz do organismo multilateral, com sede em Washington.

Pouco antes, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Jorge Arreaza, informou que o presidente Nicolás Maduro pediu ao FMI cinco mil milhões de dólares do fundo de emergência, quantia com que o país bolivariano poderia «fortalecer as capacidades de resposta» do sistema de saúde nacional face à propagação do novo coronavírus, acrescentando que este pedido é «outra acção oportuna para proteger o povo».

De acordo com a solicitação enviada por Caracas ao FMI, os recursos financeiros pedidos «contribuiriam significativamente para robustecer os sistemas de detecção e resposta» da enfermidade.

Na mesma ocasião, Arreaza criticou através do Twitter as sanções ilegais impostas à Venezuela pelos EUA, no meio da crise sanitária global. «Que em momentos de pandemia mundial Washington mantenha as sanções como instrumentos de ataque contra os povos para gerar sofrimento, demonstra o carácter desumano e cruel do imperialismo. Não há dúvida: as sanções são um crime e isso é demonstrado hoje, mais do que nunca», acentuou.




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