Breves
Greve no Auchan

Os trabalhadores do Auchan demonstraram «coragem» e aderiram à greve, no dia 18, pelo aumento dos salários, com «impacto forte em diversas lojas, por todo o País, secções com 100 por cento de adesão e várias encerradas». Este foi «o cenário da greve», descrito a meio da tarde daquela quarta-feira pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal.
Numa nota à comunicação social, o CESP/CGTP-IN assinalou que, «num momento em que fica ainda mais clara a importância destes trabalhadores para o País, o Grupo Auchan continua a impor uma política de baixos salários e de desvalorização do trabalho». Insistindo que estes são «os trabalhadores das empresas da grande distribuição com salário-base mais baixo», o sindicato contrapõe que «o Auchan continua a vender, continua a lucrar, e os trabalhadores continuam a trabalhar sem condições, com graves riscos para a sua saúde, por um salário de miséria ao fim do mês».
Respondendo a recentes posições patronais, o CESP sublinha que «os trabalhadores não precisam que lhes acenem com uma cenoura, com anúncios de prémios de 20 por cento», «exigem é salários e condições dignas, respeito pelo seu trabalho».


Vitória na Bosch CM

Três trabalhadoras da Bosch Car Multimedia, em Braga, contestaram o seu despedimento e vão retomar nos próximos dias os postos de trabalho, com vínculo efectivo e sem perda de direitos nem de antiguidade, anunciou dia 22 o SITE Norte, saudando «mais uma vitória» contra a precariedade. Depois de alcançado acordo entre o sindicato e a Bosch CM, as trabalhadoras (duas das quais estavam contratadas através de uma empresa de trabalho temporário) recusaram receber indemnizações.
O sindicato da Fiequimetal/CGTP-IN comentou que este caso confirma «a necessidade de constante fiscalização e persistente luta contra o desrespeito da legislação do trabalho, a qual, por si só, já deixa em situação de fragilidade os vínculos e as vidas dos trabalhadores».


Pulseiras sem protecção

Os trabalhadores dos serviços de vigilância electrónica da Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais continuam a dar execução a mandatos judiciais para instalação de pulseiras em pessoas que cumprem pena nos seus domicílios, mas não lhes estão a ser distribuídas máscaras nem luvas e, nos serviços, não existe gel desinfectante.
Um dirigente da FNSTFPS confirmou esta situação, no dia 20, e chamou a atenção para o facto de, no concelho de Ovar, a cerca sanitária não permitir a realização destas operações, para as quais a PSP e a protecção civil não possuem material.
A federação revelou ainda, no dia 18, que, perante a gritante falta de pessoal no Centro Nacional de Acompanhamento de Operações, a directora de serviços tenta impor turnos de doze horas ou mais, procurando que a aceitação desses horários seja feita por escrito.


Médicos sem isolamento

Médicos que tenham contacto não protegido com doentes infectados com o vírus SARS-CoV-2 e, logo, com alto risco de exposição a contágio, devem permanecer em isolamento profiláctico por 14 dias, com restrição para o trabalho – salientou a FNAM, no dia 21, citando orientações internacionais e da Direcção-Geral da Saúde, num comunicado em que deu conta de indicações contrárias, por parte de alguns centros hospitalares.
Um dos casos fora denunciado pela federação, no dia 11, acusando a administração do Hospital de Santa Maria de pretender que se mantivessem ao serviço, com máscara, médicos que tiveram contacto com pessoas a quem fora diagnosticada COVID-19. Ainda no final de Fevereiro, a FNAM alertara para várias situações preocupantes e de risco muito elevado.


CM Amadora obriga

A Câmara Municipal da Amadora obrigou todos os trabalhadores não docentes a estarem nas escolas, em vez de criar equipas rotativas, com presença alternada, à semelhança do que sucede no resto do País, denunciou no dia 20 o Sindicato da Função Pública (STFPSSRA).