Saída do Reino Unido expressa contradições da UE

«Um acontecimento de grande importância para o povo do Reino Unido, uma alteração de fundo no quadro de relações entre Estados no continente europeu e o único desfecho que garante o respeito pela vontade do povo britânico, expressa de forma soberana no referendo realizado em 2016.» – foi assim que o PCP caracterizou, em nota do seu Gabinete de Imprensa, a saída do Reino Unido da União Europeia, consumada no final do mês passado.

Acrescentou, ainda, tratar-se de um acontecimento «inseparável, e simultaneamente uma expressão, das contradições e profunda crise do processo de integração capitalista europeu». Um processo que, garante, «cada vez mais se revela em confronto com os interesses e aspirações dos povos, crescentemente esgotado e incapaz de dar resposta aos problemas económicos, sociais e políticos que afectam vários países do continente europeu». A saída do Reino Unido representa ainda um «sério revés nas teorias da inevitabilidade e da irreversibilidade da União Europeia» e uma derrota para os que tentaram travar o processo através de «pressões, chantagens e manobras».

Nessa nota, o PCP manifesta ainda as suas inquietações quanto aos termos do Acordo de Saída e reafirma o compromisso de lutar contra novos ataques aos direitos dos trabalhadores e dos povos que, a pretexto de uma «reforçada união a 27» se procure impor. Reafirma a sua solidariedade aos comunistas e outras forças progressistas britânicas que nunca desistiram de afirmar e defender um «projecto alternativo progressista de saída do Reino Unido da UE».




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