Breves
Impugnada eleição na Guiné-Bissau

O candidato derrotado na segunda volta da eleição presidencial da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, entregou no Supremo Tribunal de Justiça um pedido de impugnação invocando fraude na votação de 29 de Dezembro. Os advogados da candidatura de Simões Pereira apresentaram elementos que indiciam «discrepância entre o número de inscritos para votar e o número de votantes». Os resultados provisórios anunciados deram a vitória a Umaru Cissoko Embalo, com 53,55% dos votos, contra 46,45% de Simões Pereira, presidente do PAIGC. Foram às urnas pouco mais de 550 mil eleitores, uma participação de 72%.


Argélia tem novo governo

O novo primeiro-ministro da Argélia, Abdelaziz Djerad, apresentou no dia 3 ao presidente Abdelmadjid Tebboune, o seu governo, integrado por 39 membros, entre os quais cinco mulheres. À frente da diplomacia argelina fica Sabri Boukadoum e para vice-ministro da Defesa e responsável do estado-maior foi designado Said Chengriha. Nomeado primeiro-ministro a 28 de Dezembro, Abdelaziz Djerad afirmou que o gabinete será profissional e independente, sem vínculos com o anterior mandato. Quanto ao presidente Tebboune, prometeu construir uma nova República, mediante alterações constitucionais, estabelecer mecanismos de diálogo com o movimento cívico e reactivar a economia.


Ennahda domina governo da Tunísia

O primeiro-ministro da Tunísia, Habib Jemli, anunciou a composição do governo, com forte participação do partido Ennahda e com 40% de mulheres. Oriundo daquele movimento islamita de direita, Jemli apresentou a lista ao presidente da República, o ultraconservador Kais Saied. O governo será submetido à aprovação do parlamento, dominado pelos islamitas com 52 lugares, longe dos 102 votos necessários, o que forçará o Ennahda a negociar com outras forças. A recuperação económica do país é o principal objectivo do executivo saído das eleições de Outubro de 2019.